04 de abril de 2026
1x1

Bruno Smith, um francano que corre o mundo atrás da bola

Por Victor Linjardi | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo pessoal
O francano Bruno Smith assinando contrato com o Arema F.C. da Indonésia, em 2020

Nascido e criado no Aeroporto I, em Franca, Bruno Smith Nogueira Camargo, 28, foi na contramão da capital do basquete e realizou o desejo de muitos garotos do Brasil: ser jogador profissional de futebol. Apaixonado pelo esporte desde os 5 anos, deixou a família aos 13 para seguir seu sonho, que começou em Porto Feliz (SP) e segue, hoje, na distante Indonésia.

Em entrevista ao 1x1, exibida originalmente sempre às sextas-feiras, a partir das 21h30, nos canais digitais do GCN no Facebook, Youtube e Instagram, o atleta contou sua trajetória desde a infância humilde, no Aeroporto, até chegar no país do sudeste asiático. Bruno contou ao jornalista Correa Neves Jr. as dificuldades de alcançar o profissionalismo no futebol, os muito obstáculos que teve que superar, as armadilhas do sucesso precoce, além das particularidades de cada um dos sete estados brasileiros e três países por nde já passou.

“No começo eu não tinha o sonho de ser jogador, mas estava sempre jogando, como muitos outros. Na época, meu pai me deu muito, (considerada) pelas condições que vivia, mas não dava mais. Não podia tirar mais dinheiro dele. Nunca tivemos arroz, feijão e uma mistura junto. Então, eu resolvi tentar e as coisas foram acontecendo”.

Ainda criança, Bruno iniciou sua trajetória de atleta na Francana e também no Internacional de Franca, sempre com muitas dificuldades. Aos 13, foi convidado para participar de uma ‘peneira’ do Deportivo Brasil, clube de Porto Feliz, interior de São Paulo, num momento em que pensava em desistir do futebol para arrumar um emprego e ajudar a família. Passou, ficou quatro anos no Deportivo e alçou voo direto para a Holanda, onde aos 17 anos, teve a oportunidade de jogar no Twente, já como profissional. 

De volta ao Brasil, em 2011, Smith rodou por diversos clubes como Fluminense (RJ), Internacional (RS), Penapolense (SP), até atingir o ápice de sua carreira como jogador no Paysandu, clube de Belém do Pará. Foi na capital paraense que o meio-campista teve seus dias de glória. “Lá foi o melhor momento da minha carreira. Era titular da equipe, presenciei estádios lotados e pude ser campeão do torneio estadual”. Depois deste giro pelo Brasil, o jogador atuou também na capital do Líbano, Beirute.

Bruno ainda teve passagens por outros diversos clubes brasileiros como América (RN), Água Santa (SP), Nova Iguaçu (RJ), Ituano (SP), Barretos (SP), Vila Nova (MG) e Imperatriz (MA).

Desde outubro de 2020, está jogando pelo Arema F.C. - clube que carrega o nome da segunda maior cidade da Indonésia, Bruno conta na entrevista a diferença cultural do país em relação ao Brasil, como por exemplo a pena de morte para usuários e traficantes de drogas. “Lá na minha cidade não pode usar droga e nem consumir bebidas alcóolicas. É uma cultura muito diferente, com predominância mulçumana”.

Apesar das diferenças, Bruno Smith se diz feliz no lugar onde vive atualmente, país com belezas naturais e praias que estão entre as mais bonitas do mundo.

Sempre que está de férias, o atleta volta a Franca para matar a saudade da cidade natal, da comida da avó, rever os pais e também a namorada, Hellen Rodrigues. Além de companheira, Hellen também ajuda Bruno a manter a forma física em seu estabelecimento, o Studio Funcional H, para que ele consiga voltar às atividades sempre em boas condições depois das férias.

Confira a entrevista completa com Bruno Smith no 1x1.