Os idosos que saíram de casa para se vacinar durante a manhã desta terça-feira, 2, nas UBS’s ou nos postos de drive-thru, encararam uma verdadeira “corrida” em busca das doses. Como as vacinas se esgotaram rapidamente - em menos de quatro horas -, várias pessoas que esperavam tiveram de voltar para as suas casas frustradas. Aquelas que conseguiram receber a tão sonhada “picadinha”, por sua vez, comemoraram bastante.
Tinha gente até encarando a vacinação como presente de aniversário. Foi o caso de dona Ariovalda Alves Costa, que completou ontem 80 anos de idade. “Levando em conta essa era que vivemos, a vacina é o maior presente que eu poderia receber. Estou muito feliz por estar aqui. Estava esperando por isso.” Ainda na fila da vacinação, o questionamento de dona Ariovalda era se “vai demorar muito tempo para a gente poder fazer aquele almoço de domingo?”.
Ela também ressaltou a necessidade de continuar seguindo os protocolos sanitários para que a pandemia não tome contornos piores. “Nós não podemos contar só com as vacinas. Tem que continuar tomando os cuidados. Logo tudo isso vai passar.”
Além da aniversariante, tinha mais gente feliz. Maria Aparecida Ribeiro Rocha, 78, não conseguiu conter a emoção momentos antes de ser imunizada. “Estou alegre. Esperamos tanto por isso... O meu dia chegou. A maior saudade é poder abraçar a família, estar todo mundo junto. Antes, a gente se reunia tanto em casa de sobrinho, irmão, tios e agora não pode fazer isso mais. Sentimos falta. Mas, uma hora, poderemos voltar a fazer isso. Pedimos a Deus para que as pessoas parem de morrer e tudo se resolva.”
Leda Rezende Bregieiro, de 79 anos, se revelou esperançosa e muito ansiosa para receber a primeira dose da vacina. “Nós viemos aqui várias vezes. No sábado tinha muita gente e não deu certo. A espera está muito grande. E a torcida para que todo mundo consiga ser vacinado, em especial os idosos, também. A esperança para que essa pandemia acabe logo só aumenta”.
Para Amélia dos Reis Sanches Gimenes, 79, a alegria é poder ter contato mais próximo com a família. “Eu fico muito feliz, com certeza. Desde que tudo começou a gente já esperava por isso. Parece que faz até mais do que um ano. É tanto tempo dentro de casa, sem poder ter contato com filhos, irmãos e parentes e, agora, isso parece ficar mais próximo”.