A fim de evitar confrontos desnecessários, a Vigilância Sanitária de Franca decidiu mudar a forma como realiza suas vistorias e autuações de estabelecimentos. A partir de agora, os fiscais irão até locais que desrespeitam os decretos de quarentena para conter a disseminação do coronavírus, principalmente bares e eventos clandestinos, tirarão fotos e enviarão as autuações pelos Correios.
A mudança é justamente para que não haja embate entre os profissionais da Vigilância e os donos ou realizadores destas atividades ilegais.
O chefe do órgão, Caio Carvalho, explica que desta forma também é possível averiguar. Logo na primeira noite em que adotaram o novo sistema, nessa última sexta-feira, 19, oito estabelecimentos foram flagrados e serão autuados. “Ainda não fizemos autuações, mas já identificamos oito estabelecimentos. Nenhuma festa. Em maioria, bares e restaurantes.”
Também para evitar confronto, as autuações serão enviadas pelos Correios. As primeiras serão mandadas já nesta segunda-feira, 22, para estes já identificados, além dos que forem flagrados no fim de semana.
Para possibilitar que realizem o maior número de vistorias, a Vigilância acompanhará também as redes sociais e ficará atenta ao Covizap (99917-2802). Pelas mídias, foi possível ver bares e restaurantes anunciando seu retorno já para sexta, logo após o avanço de Franca para fase laranja, que passou a valer neste sábado, após publicação de decreto do prefeito Alexandre Ferreira (MBD).
Vale ressaltar que bares estão proibidos de funcionar, por conta da classificação de Franca no Plano São Paulo. A cidade se encontra na fase laranja. A abertura destes estabelecimentos só será permitida caso Franca avance para fase amarela. Para isso, deve atingir menos de 70% de ocupação nos leitos de UTI e diminuir a evolução de novos casos, novas internações e novos óbitos.
Já no caso dos restaurantes, eles estão limitados a operar com 40% da sua lotação. Este tipo de estabelecimento pode receber pessoas no local durante oito horas por dia, até as 20 horas, no máximo.
Mas, mesmo com isso a possibilidade de denúncias e redes sociais, os fiscais sempre deverão ir até o local para terem certeza. “Nós temos que verificar realmente. Porque pode ser que a pessoa mande uma foto de outro dia e a gente corre o risco de cometer alguns erros. Então, nós vamos ao local, tiramos as fotos necessárias e fazemos a autuação posterior.”
Caio explica que, em caso de necessidade, para que o evento seja interrompido, os fiscais irão acionar a Guarda Civil Municipal ou a Polícia Militar. “Veremos a gravidade da infração. Se houver necessidade, vamos entrar em contato com a Polícia Militar e a Guarda Municipal para que deem segurança aos fiscais.”
Já no caso daqueles locais que não oferecerem tanto risco, a equipe poderá realizar o processo no próprio espaço, conversando com o dono. “Quando passarmos e a gente ver que não tem problema de a gente descer, aí podemos entrar no local, conversar e autuar lá mesmo.”