Quem sabe o poeta mente
quando se desdobra na dor
do leitor que pensávamos ausente;
quem sabe demonstre no olhar distante
o centro do centro vazio do ser gente.
Quem sabe quando escreve se desfaz
no nonsense erguer-se novamente
para levantar-se pronto
na mesma extravagância autêntico.
o poeta cobra de si a perfeita obra,
em dobro sofre o padecer insólito
e sozinho sucumbe nesse ato inglório.