08 de julho de 2026

A força do destino

Por Maria Rita Liporoni Toledo | Especial para o GCN
| Tempo de leitura: 1 min

Esta história romântica tem uma pequena semelhança com ‘Romeu e Julieta’, apenas no motivo que separou estes jovens apaixonados! As famílias tinham desavenças e eles foram impedidos de se casar. Como nos anos cinquenta os filhos aceitavam as imposições dos pais, sem muita rebeldia, eles se separaram, mas o amor que sentiam perdurou pela vida toda.

Dalvinha, moça muito inteligente, foi estudar em São Paulo, na Universidade, e quando voltou aceitou casar-se com um jovem que a família muito apreciava. Foi feliz, tendo dois filhos e cuidando de sua carreira com afinco e êxito.

Eduardo, verdadeiramente apaixonado, após o rompimento com ela nunca se casou, dedicou-se à profissão, bacharel em Direito que era.

Quis a força do destino que o marido de Dalvinha sofresse terrível acidente e a deixasse sozinha com os filhos. Muitas dificuldades ela enfrentou com galhardia e esforço. Incentivou os filhos para o estudo, objetivando segurança no futuro.

Respeitado o devido luto, Eduardo a procurou e a chama do amor, apenas diminuída, reacendeu no coração dela. Após um período de adaptação, decidiram casar-se, já que eram livres e donos da própria razão.

Os filhos apoiaram a mãe e como eram independentes seguiram suas vidas, fazendo suas escolhas pessoais.

Dalvinha e Eduardo puderam viver a história de amor, interrompida na juventude, e foram felizes por muito tempo. Finalmente, a vida lhes sorria, depois de muitos anos afastados, sem poderem vivenciar este forte sentimento, sufocado no recôndito de seus corações.