Com diversas restrições impostas ao longo de 2020 pela pandemia do coronavírus, as pessoas têm procurado cada vez mais por maneiras seguras de lazer. Um dos setores que se destacaram durante os meses mais críticos da doença em Franca – agosto e setembro – foi o de piscinas.
A necessidade do isolamento social associada a uma das mais altas temperaturas registradas pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) ao longo do ano passado resultou em um aumento de 60% nas vendas de piscinas. Segundo empresários, o maior crescimento foi registrado durante os meses de agosto e setembro. Normalmente, isso acontece no fim do ano, no verão.
“A média de piscinas vendidas é de 70, 80 por ano. Só em 2020 já vendemos praticamente 120, fora a procura por produtos e materiais, que cresceram muito também”, disse Alessandra Souza, funcionária de uma loja no Jardim Integração.
Thiago Moraes é responsável por uma loja de piscinas e aquecimento e também registrou uma maior procura pelos equipamentos. “Durante a pandemia, houve um crescimento na construção civil. Como não podia viajar e nem sair, muitas pessoas optaram por investir em obras e consequentemente em piscinas”, disse. “A venda de equipamentos da área chegou a aumentar mais de 30%. Desde construção até a bomba e iluminação.”
Com o aumento das vendas, o preço também subiu e ficou mais caro investir em uma área de lazer com piscina. De acordo com Thiago, isso não aconteceu só pela procura. “Durante a pandemia, tivemos muitos problemas para receber insumos. Pelo pouco estoque, a alternativa foi aumentar o valor dos materiais.”
Atualmente, as piscinas de fibra, que são de material mais simples, costumam variar de R$ 13 mil até R$ 30 mil. Já as piscinas de alvenaria e concreto podem precisar de um investimento muito maior – a depender do seu gosto, e serem revestidas de diversas formas.