Como acontecem em todas as eleições, muitos candidatos apostam em nomes estranhos, alguns bizarros, para tentar atrair a atenção do eleitor e, consequentemente, o voto. Os nomes pitorescos se tornam estratégias de campanha, principalmente, para os candidatos ao Legislativo. O objetivo é se sobressair em meio a centenas de candidatos. Em Franca, há "abençoado", "do povo", "da farmácia", "sapateiro", "policial" e até "amiga do trabalhador".
Dos 379 candidatos registrados para a Câmara de Franca, 16 estão fora da disputa - 10 renunciaram e 6 tiveram o registro indeferido e não apresentaram recursos. Desse grupo, há nomes que levavam o apelido e a profissão para a urna, como DG Cabeleireiro (ele morreu vítima do novo coronavírus).
Também estão fora da disputa o "Bacana", o "Fabin do Esmeralda", o "Lilico", o "Rodrigo Cantor", a "Tarsia da Van Escolar" e o "Tipalinha do IMA". Todos esses estão entre os concorrentes que renunciaram à candidatura em Franca.
Entre os que 363 que seguem na disputa por uma das 15 vagas na Câmara Municipal, predominantemente entre os nomes não convencionais, estão aqueles que utilizam a profissão ou ocupação no título de campanha. Ao menos 65 deles adotam essa estratégia.
Dentre tantos, os que mais se destacam são professores – 12 colocam a profissão a frente de seu nome –, pastores e farmácia são os outros destaques, com cinco aparições cada. Nomes como “João Lucas da Farmácia”, “Ivan da Farmácia” e “Pastor Palamoni” podem ser vistos na lista de candidatos. Cabelereiros também adotaram essa estratégia: quatro escolheram usar a profissão como nome nas urnas. Enfermeiros, psicólogos, garçons e frentistas também são vistos ao menos dois de cada.
Há ainda os que utilizam o nome dos bairros ou regiões que vivem. Parte disto vem da ideia de atrair votos da população que reside na mesma localidade, com promessas de buscar melhorias para aquela parte da cidade ou por questão de identificação. São 15 candidatos que utilizam seus bairros como nome de campanha.
Curioso são os casos de quem uniu a ocupação com o bairro de origem, como por exemplo “Carlinho Petrópolis da Farmácia” e a “Aline da Farmácia do Luiza”. Há também quem use mais de duas referências, sem ser o bairro, como a "Policial Cida do Proerd", a "Professora Luzia Protetora"
Existem também os apelidos que, sem relação direta com o nome verdadeiro ou a um lugar e profissão, podem ser encontrados na listagem. “Dalvinha do Povo”, “Django”, “Markin, o Francano”, “Mestre Jacão”, “Abençoado Paulo Shekiná”, "Deboramar Amiga do Trabalhador", "Gabriel Empodere Se" e "Waldemar o Amigo do Idoso" são alguns dos exemplos exóticos para as eleições municipais de 2020 em Franca.