Está marcado para o dia 10 de dezembro o júri popular de Lauany Viodres do Prado, Leonardo Gonçalves Cantieri e Ítalo Vinicius Neves, acusados de matar a comerciante Núbia Ribeiro, em setembro de 2017, na estrada da Seval, zona rural de Patrocínio Paulista, a 23 km de Franca.
O julgamento ocorrerá às 9 horas no Fórum da Comarca de Franca, na avenida Presidente Vargas, Jardim Petráglia. Os três réus foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, por meio cruel, motivo fútil e sem chance de defesa à vítima, além de ocultação de cadáver.
Em dezembro do ano passado o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou os recursos dos réus, determinando que fossem a júri popular. Porém, a 7ª Câmara de Direito Criminal aceitou o pedido da defesa de Ítalo, que deixa de responder pela qualificadora de motivo fútil.
Após a divulgação da data do julgamento, a mãe de Núbia, Tânia Ribeiro, afirmou que espera que a justiça seja feita e falou da dor de não ter mais a filha. “Sei que nada vai trazer minha filha de volta. Acredito que a justiça vai ser feita. Seja lá qual pena eles pegarem vai ter data pra acabar, já a minha dor vai durar enquanto eu respirar. Eles me mataram em vida”, disse a mãe da jovem assassinada em 2017.
Os três acusados estão presos desde o início da investigação, em 2017, aguardando julgamento.
O crime
A comerciante Núbia Ribeiro foi encontrada morta no dia 26 de setembro de 2017 na estrada da Seval, zona rural de Patrocínio.
Segundo a Polícia Civil, Núbia foi morta pelo casal Lauany Viodres do Prado e Leonardo Gonçalves Cantieri. Logo após o crime, a vítima teve seu corpo parcialmente queimado.
As investigações apontaram que a vítima havia desaparecido dois dias antes, após ser atraída por Leonardo para se encontrarem para comerem um lanche. Durante as investigações, agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) capturaram Ítalo Vinicius Neves, que supostamente teria desovado o carro de Nubia.
Ele apontou o lugar onde a vítima estava e deu o nome de Leonardo. Ele e Lauany, considerada a mentora do assassinato, fugiram e só se apresentaram à polícia quatro dias após o crime.