Candidato a vice-prefeito na chapa de Gilson de Souza (DEM), Marlon Rodrigues (Republicanos) foi o entrevistado do programa A hora é essa!, da rádio Difusora, nesta terça-feira, 20.
Na conversa, que será reexibida na live do GCN hoje à noite, o ex-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) abordou temas como a avaliação popular do governo de Gilson, as diferenças entre prefeitos da cidade e deputados, que não conseguiram firmar emendas para Franca, qual deve ser o foco de Gilson em um eventual segundo mandato e de seu desejo de ajudar a comunidade.
Marlon iniciou a sabatina contando um pouco da história de sua vida e de sua família. “Eu sou solteiro e, com a morte do meu pai, precisei assumir minha família aos 22 anos. Acabei ajudando a criar os meus familiares. Tenho um filho, digamos, ‘postiço’, que é meu sobrinho e eu cuido desde novo. Eu sou um camarada comum. Comecei trabalhando como frentista, fui borracheiro, daí fui para a Sabesp, empresa onde comecei minha carreira. Penso ser o cara certo que está no lugar certo. O meu desejo é de ajudar a comunidade.”
O advogado e vice na campanha pela reeleição de Gilson de Souza fez uma avaliação sobre o primeiro mandato de seu companheiro de chapa. “Eu vejo a primeira gestão dele como muito boa. Isso olhando pelos números. Ele criou vagas em creches, se preocupou bastante com a comunidade e lidou com todos sempre de maneira simples e humilde. No geral, eu gostei”, disse.
Apesar disso, Marlon acredita que Gilson possa ter cometido certos erros. “Creio que ele pode ter cometido alguns equívocos, como todo administrador comete. E nós entendemos isso. Porém, esses são erros que podem ser consertados. É isso que precisamos pensar para a cidade: consertar os problemas.”
Perguntado sobre as adversidades às quais Gilson enfrentou durante sua trajetória e o porquê de seu mandato ser mal avaliado por muitas pessoas, mesmo sem apresentar denúncias de corrupção e tendo bons indicadores em muitas áreas, Marlon realizou análises e disse que existiram problemas na comunicação.
“Ele (Gilson) é um cara muito simples. Por conta disso, houve um equívoco por parte dele. Ele deixou de expor para a população tudo aquilo que fez de bom. Precisava ter alguém para dizer ‘Gilson, é bom expormos isso’. Não seria nem como propaganda para o governo, mas sim uma prestação de contas. É isso que queremos fazer durante a nossa campanha.”
Outra questão abordada pelo candidato foi a falta de parceria entre os prefeitos que administraram a cidade e os deputados estaduais, que alegam não terem conseguido firmar e mandar emendas para Franca por falta de permissão dos administradores.
“Sinceramente, eu não tinha conhecimento da situação. Como cidadão, isso me desagrada. É uma loucura. A parceria entre os deputados e prefeitos é fundamental. Precisamos trabalhar juntos, independente de quem for eleito. Não é necessário criar ringues. Em um ringue, você só dá e recebe pancada. O trabalho tem que ser feito de maneira conjunta.”
Marlon também criticou o gasto de dinheiro com cargos de comissão e apontou no que Gilson deverá focar em um segundo mandato. “Acredito que ele deverá ter muita atenção com a educação, com a saúde e, principalmente, em fazer uma emancipação social. Precisamos ajudar os empreendedores e desburocratizar os processos. O dinheiro precisa ser utilizado de maneira correta. Eu sou bem radical quanto a isso. Por exemplo, os cargos de comissão: muitos não têm necessidade. Cheguei a fazer modificações com relação a isso na OAB e muitos não gostaram. Porém, gerou uma significativa economia para a instituição. É o que penso. Precisamos gastar com o que for necessário.”