10 de julho de 2026
POLÊMICA

Justiça suspende eleições da Feapaes; na disputa estão Ubiali e vice de Adérmis

Por Victor Linjardi | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Agenor Gado, presidente da Apae Franca e candidato a vice-prefeito da cidade

A Justiça de Franca suspendeu a eleição da nova diretoria da Feapaes (Federação das Apaes do Estado de São Paulo). No meio da polêmica, estão o ex-deputado federal Marco Aurélio Ubiali, candidato a presidente pela oposição, e a chapa de situação, que tem como vice o candidato a vice-prefeito de Adérmis Marini (PSDB), Agenor Gado (Podemos).

Inicialmente, a votação seria feita de maneira presencial, na cidade de Bauru, no dia 8 de outubro. A chapa da situação tem como candidata Vera Lúcia Ferreira Lima, de Ourinhos, e o vice Agenor Gado.

A polêmica ficou por conta de um processo levado à Justiça pela chapa de oposição, representada por Ubiali, que concorre ao cargo de presidente da Feapaes. No processo, Ubiali alega que a votação presencial é inadequada perante a pandemia do novo coronavírus e levaria risco aos que participassem.

O pedido foi para que as eleições ocorressem de forma virtual, evitando longas viagens de representantes e associados e também a aglomeração de pessoas de 307 cidades do Estado que estão aptas ao voto. Foi ressaltado também que a maioria dos eleitores é do grupo de risco.

Nesta terça-feira, 6, a Justiça atendeu parcialmente o pedido de Ubiali, e suspendeu a eleição, abrindo prazo para a atual diretoria da Feapaes se pronunciar. A entidade atualmente é presidida por Cristiany de Castro, que faz parte da chapa de situação, como diretora social.

“A vitória foi da preservação da saúde. Eu achei uma decisão coerente, uma decisão sabia e democrática, pois preserva a saúde dos presidentes das Apaes, que são pessoas da terceira idade, que disporiam a ter um contato maior com a Covid em uma reunião que poderia ser online. Fora o risco da viagem e desgaste físico. Também o voto online gera mais participações de quem está apto a votar", alegou.

No processo, a oposição também alega uma possível manipulação dos votos em favor da situação, pois ela estaria fazendo o controle dos participantes confirmados. “Entende-se que a determinação da Requerida para cadastramento prévio diante da necessidade de controle o número de pessoas presentes, é interpretada como forma de manipulação das eleições. Afinal, o controle de pessoas será realizado unilateralmente sem a devida transparência.”

Questionado sobre o assunto, Agenor disse que foi “decisão geral do Conselho de Administração, Diretoria Executiva e Conselho Fiscal a realização de assembleia presencial, cumprindo a determinação estatutária e sanitária”.

O atual presidente da Apae-Franca também afirma que a decisão ainda será discutida pela diretoria e conselho, “afinal todos os municípios do Brasil realizarão eleições em novembro”.

Sobre a acusação de manipulação, Gado vê de forma natural em uma disputa eleitoral. “Vejo com naturalidade a oposição se manifestar, faz parte do processo democrático. Mas não entendo por que haveria manipulação”.

com colaboração de Kaique Castro