11 de julho de 2026
ASSÉDIO

Alunos da FDF organizam protesto e querem demissão imediata do professor William Tristão

Por Lucas Faleiros | Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Protesto será no boulevard da FDF

Um grupo de universitários da FDF (Faculdade de Direito de Franca) marcou para as 17 horas desta quinta-feira, 1° de outubro, uma manifestação pacífica com objetivo de reivindicar a demissão imediata do professor William Tristão, suspeito de assédio moral e sexual durante uma aula de direito penal na noite da última segunda-feira. Tristão nega o assédio e diz que tudo não passou de uma "brincadeira". 

No convite para o movimento, previsto para ocorrer no boulevard em frente à faculdade em horário ainda a ser definido, a organização afirma que o procedimento adotado pela universidade de investigar o caso antes de tomar qualquer providência contra o professor vai contra o funcionamento dos órgãos públicos. "Numa democracia, quando um funcionário público é suspeito de cometer um crime, seu afastamento é feito de imediato. Com a posterior investigação decidindo apenas se houve ou não conduta que justifique o afastamento, e assim o fazendo ou não de forma definitiva”, diz o convite.

Segundo os organizadores, todas as medidas de segurança com relação à pandemia deverão ser respeitadas durante o ato. O comunicado alega que pessoas que não utilizarem máscaras de proteção não poderão participar.

 

Comissão

A FDF (Faculdade de Direito de Franca) tinha programado uma reunião no final da tarde de quarta-feira, 30, para discutir como será feita a apuração do caso de suspeita de assédio envolvendo uma aluna da instituição e o professor William Tristão. O encontro contaria com a representação, além da diretoria da faculdade e seu colegiado, do Diretório Acadêmico, órgão que Tristão ameaçou processar por crime contra a honra.

“Para apurar toda a situação, é necessário muito cuidado. Teremos acesso ao material de aulas completo e precisamos assegurar que todos os lados serão ouvidos. Temos de oferecer ampla defesa para os envolvidos. Isso, de acordo com o nosso regimento, pode demorar até 30 dias, no máximo. Hoje (ontem), a direção e o colegiado escolhem a comissão de professores que ficará responsável pelo caso", disse José Saraivam vice-diretor da instituição.
 
Saraiva voltou a dizer que desconhece a possível nota que o professor William disse que seria divulgada na quarta-feira, onde a faculdade, a aluna e ele negariam conjuntamente o assédio. “O professor pode ter se equivocado. Essa nota não chegou até nós da direção. Talvez ele mesmo esteja elaborando um documento para apresentar uma defesa. A gente não poderia soltar um comunicado assim, sem antes apurar tudo o que ocorreu.”

 

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