Diagnosticado com Covid-19 e respirando com o auxílio de uma máscara de oxigênio no Pronto-socorro "Álvaro Azzuz", Luís Antônio de Morais, de 58 anos, ficou do sábado, 19, até ontem aguardando uma transferência para um leito de enfermaria em hospitais públicos que atendem pacientes com o coronavírus.
De acordo com a filha, Fabiane Cristina, Luís Antônio chegou a realizar dois testes, que deram negativos para a Covid-19. "Meu pai começou a passar mal, aproximadamente há uns 15 dias, com sintomas de gripe. Após uma semana, ele resolveu procurar o Pronto-socorro 'Álvaro Azzuz', na manhã do domingo, 6. Ele fez o teste rápido e deu negativo. Porém, ficamos com medo e resolvemos pagar um exame na Unimed, porque o meu avô foi testado positivo logo depois. Ele fez o exame de sangue e novamente deu negativo."
Ainda de acordo com Fabiane, os sintomas persistiram. Com dor no corpo, calafrio e fraqueza, Luís retornou ao pronto-socorro na quinta-feira, 17. Porém, o médico se recusou a fazer outro exame. Alegou que já tinha sido realizado dois e que ele já não apresentava sintomas da Covid-19. O médico receitou parar com a medicação e afirmou que tudo ficaria bem, mas não foi o que aconteceu.
"A saturação dele começou a cair muito. Quando foi no ultimo sábado, 19, ele começou a passar mal do estômago e minha mãe o levou de volta ao pronto-socorro. Por conta da baixa saturação, realizou um novo exame, porque minha mãe pediu, e aí sim deu positivo, no terceiro exame’’, completou.
Respirando com o auxilio de uma máscara de oxigênio, o homem continuava recebendo cuidados no "Álvaro Azzus". Preocupada com a situação de seu pai, Fabiane procurou o GCN na tarde deste domingo, mas ontem mesmo, Fabiane recebeu a notícia que seu pai havia conseguido uma vaga no Hospital da Caridade "Dr. Ismael Alonso", para onde estava sendo transferido.
"Depois de quase um dia inteiro de espera, aflição, agonia e desespero, conseguimos uma vaga no IMA. Espero que o meu pai consiga se recuperar rápido e que volte bem para a casa. Que as demais pessoas que aguardam uma vaga também consigam. É muito triste esta angústia de não saber quando vai conseguir e também de precisar ficar no 'Álvaro Azzuz', sem alimentação e infraestrutura. Agora tenho que agradecer e rezar para que tudo ocorra bem, com o meu pai podendo voltar para a casa o mais rápido possível", finalizou.