A Comissão de Transplantes da Santa Casa de Franca realizará, durante todo este mês, a campanha Setembro Verde, que visa a conscientizar a população sobre a doação de órgãos - a Santa Casa é uma das referências na região.
De acordo com Nanci Dias, enfermeira da Comissão de Transplantes, o objetivo central do projeto é levar informação às pessoas. “Nós queremos que todos conheçam esse processo da doação e formem uma opinião a respeito. Esse é o intuito do Setembro Verde: promover a conscientização da população sobre a doação de órgãos e tecidos. No Brasil, as filas de espera são longas e o número de doações ainda é bem inferior à demanda. A gente busca sensibilizar as pessoas e mostrar o quão importante é esse trabalho, já que existem milhares de pacientes nessas filas aguardando por um órgão.”
A enfermeira conta que a pandemia afetou o processo de doação, aumentando o número de pessoas que aguardam nas filas. “Com relação ao momento atual, não se pode negar que a doação de órgãos sofreu o impacto da pandemia. Os números de potenciais doadores caíram bastante. Porém, agora, já estamos conseguindo testar todos os doadores para a Covid-19, seguindo assim com as doações.”
Atualmente, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), quase 20 mil pessoas estão aguardando na fila para receber algum órgão somente no estado de São Paulo. 170 pacientes necessitam de um coração, quase 3 mil de córneas, 748 de um fígado, 49 de um pâncreas, 112 de pulmões e mais de 14 mil pessoas aguardam pela doação de um rim.
Nanci explica como são distribuídos esses órgãos que são doados e como é feito o auxílio à família do doador. “A oferta dos órgãos é feita em níveis regional e estadual para córneas e rins e em níveis estadual e nacional para os demais órgãos doados. A nossa comissão de transplantes do grupo Santa Casa de Franca realiza todo o trabalho de apoio às famílias de potenciais doadores que, no momento do óbito, manifestam a vontade de doar.”
“Nós acreditamos que conhecer o cenário da doação de órgãos é fundamental para a conscientizar a comunidade e encontrar formas de contribuir com o Setembro Verde, beneficiando assim várias pessoas que estão nessa fila de transplantes necessitando de um novo órgão para viver”, finaliza a enfermeira.