10 de julho de 2026
ECONOMIA

Presidente do Magazine Luiza diz que sem ajustes, cenário para 2021 é conturbado para o Brasil


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O presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, afirmou em entrevista ao jornal Valor Econômico, publicada nesta terça-feira, 25, que o cenário econômico brasileiro pode enfrentar sérias dificuldades no ano que vem.

Segundo Trajano, as atitudes de contingência tomadas pelo Governo Federal, em especial o Auxílio Emergencial, resultaram em uma melhora momentânea na economia, movimentando o comércio online e físico no segundo semestre. Porém, caso não existam outras medidas de controle, o cenário econômico brasileiro pode ser conturbado em 2021.

O presidente ainda defendeu a prorrogação do Auxílio Emergencial, desde que ela ocorra paralelamente a uma reforma administrativa, tributária e de uma agenda de privatizações.

Na mesma entrevista, Frederico Trajano afirma que, apesar da possibilidade de existir um cenário macroeconômico ruim no ano que vem, a situação do Magazine Luiza não preocupa, já que a empresa vem apresentando ótimos números atualmente.

De acordo com os dados apresentados pelo próprio Magazine Luiza, a empresa teve uma alta de 29% em sua receita líquida no segundo trimestre de 2020. Nesse período, as vendas de varejo aumentaram 49,1%, enquanto o mercado eletrônico cresceu em 182%.

 

Digitalização do comércio

Outro assunto abordado por Frederico Trajano foi a digitalização do comércio brasileiro. Segundo ele, esse trabalho será feito pelas empresas que atuam no Brasil, espcialmente o Magazine Luiza, e não pelo governo, citando os Estados Unidos e a China e utilizando os exemplos dos fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, e o CEO do Alibaba Group, Jack Ma, que revolucionaram seus respectivos mercados.

Trajano alega que, para que ocorra essa digitalização, é preciso que as plataformas digitais ofereçam serviços como entrega de produtos, financiamento a lojistas e publicidade. Além disso, ele critica as empresas que sonegam seus impostos na internet, afirmando elas estão indo na “contramão do movimento”.