11 de julho de 2026
HOMICÍDIO

DIG: homem foi morto a pauladas após trocar celular da mãe por droga e parentes recuperarem o aparelho


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Enoch foi agredido duas vezes em um intervalo de 20 dias. Mas o que o levou à morte foi uma briga por causa de drogas, no dia 17 de março.

O setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigação Gerais) esclareceu nesta segunda-feira, 24, mais um crime violento ocorrido em março deste ano, quando Enoch Samuel, na época com 28 anos, morreu após ser espancado no Jardim Paulista. O homem chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na Santa Casa de Franca. Este é o terceiro caso em menos de uma semana que a especializada esclarece.

Segundo o delegado Eduardo Lopes Bonfim, responsável pela DIG, Enoch foi agredido duas vezes em um intervalo de 20 dias. Mas o que o levou à morte foi uma briga por causa de drogas, no dia 17 de março.

“Os investigadores Paulo e Luciano realizaram todas as investigações. A princípio, achamos que o crime tinha acontecido por conta de uma briga que ele teria se envolvido com um vizinho, no dia 9 de março. Mas depois descobrimos que ele foi agredido, posteriormente, por um adolescente em frente a um bar. Os investigadores localizaram o adolescente e o trouxeram para a delegacia, onde ele acabou confessando o crime” afirmou o delegado.

O adolescente informou aos policiais que a vítima havia o procurado para comprar drogas. Como não tinha dinheiro, trocou um celular pelo entorpecente. Posteriormente, o jovem foi procurado por familiares de Enoch, que pediram o celular de volta, alegando que o aparelho era da mãe deles.

“O jovem devolveu o celular aos familiares, mas isso causou um sentimento de raiva nele, já que havia uma suspeita de que o Enoch havia roubado algumas drogas dele. O menor e um morador de rua chamado de Rogério, que ainda não foi identificado, localizaram a vítima, o perseguiram e o menor o agrediu com vários golpes de pauladas”, finalizou o delegado.

Enoch chegou a ser socorrido, ficou internado por alguns dias na Santa Casa, mas acabou não resistindo.

Agora a Polícia Civil instaurou o inquérito e ainda busca identificar a outra pessoa que ajudou o menor no crime, que deve responder pelo crime de homicídio.