Além de medicamentos, a rede municipal de saúde registra falta de utensílios básicos para a população. A reclamação foi feita pelo pai de Davi Miguel, Jesimar Gama, que precisa de insumos para o tratamento da criança que possui uma rara doença que impede a absorção de alimentos.
Jesimar afirma que nas últimas vezes que procurou a UBS do Horto, local onde faz a retirada dos medicamentos, não conseguiu quase nada do que precisava para o tratamento do filho. Entre a lista dos utensílios, há luvas, seringas, agulhas, álcool 70%, películas para cateter e muitos outros. “Esse é o básico que o município teria que oferecer e não oferece. Da última vez eu só consegui pegar as gazes”, disse Jesimar.
A família de Davi Miguel consegue alguns remédios no próprio hospital que a criança realiza o tratamento, principalmente os de alto custo, mas afirma que recebem orientação para procurar no município. “Não conseguimos muita coisa na rede. Ficamos cerca de seis meses sem um remédio e ele só chegou nas farmácias agora”, ressaltou o pai de Davi.
O tratamento
Davi Miguel, de seis anos, foi diagnosticado logo após o nascimento com a doença rara da inclusão das microvilosidades intestinais, que impede a absorção dos nutrientes pelo organismo. Desde então, o menino vem realizando tratamentos e em 2014 ele e a família viajaram para Miami para tentar um transplante de intestino.
O transplante não foi realizado, mas Davi Miguel responde bem ao tratamento que recebe aqui. No início do ano, começou a frequentar a escola e por conta da pandemia teve que continuar as tarefas de casa. Mesmo assim, ele recebeu um certificado de aluno nota 10 pelo excelente desempenho nas atividades durante o período de pandemia.
Na última quarta-feira, Davi teve um pico de febre e foi levado ao hospital. De lá, os médicos decidiram transferir o menino para São Paulo. “Ele está lá tratando de uma possível infecção. A internação é uma forma de precaução, mas está bem”, disse Jesimar.