11 de julho de 2026
VIRTUAL

Cobrança por leitos de Covid-19 é discutida na primeira sessão online da Câmara


| Tempo de leitura: 3 min

A Câmara Municipal de Franca realizou nesta terça-feira, 4, a primeira sessão virtual de sua história. A opção pela transmissão online foi decidida na sessão anterior devido ao aumento da propagação da Covid-19 em Franca. A transmissão foi mista - alguns vereadores da mesa diretora estavam presencialmente no plenário.

O presidente da Câmara, Pastor Sérgio Palamoni (PSD), voltou à direção do Legislativo após duas semanas afastado por recomendação médica, mesmo tendo testado negativo para o novo coronavírus. A vice-presidente, Cristina Vitórino (REP), comandou as sessões passadas. “Fiz o teste para Covid, deu negativo. Mas é uma apreensão muito grande. Agradeço a todos os colegas e principalmente a Cristina (Vitorino), que conduziu muito bem os trabalhos. Eu volto tendo essa experiência de comandar a sessão online pela primeira vez”, disse Palamoni.

O representante do setor de turismo de Franca, Carlos Alberto Gibin, usou a “Tribuna”. Ele pediu mais apoio à atividade, exigindo equiparação na fiscalização com o transporte de passageiros das empresas intermunicipais. “Estamos operando com a capacidade reduzida e não podemos ficar nessa inércia. A fiscalização está sendo muito rígida com nosso setor”, disse.

A falta de leitos na rede pública, o pico do coronavírus e a luta de Franca para sair da faixa vermelha foram temas comuns entre os vereadores durante o uso da palavra.

Donizete da Farmácia (MDB) sugeriu que a Câmara usasse parte da verba do duodécimo para ajudar a Santa Casa a instalar três leitos de UTI. “Seria mais uma contribuição da Câmara ao combate à pandemia nesse momento crítico da doença”.

Adérmis Marini (PSDB) falou na sequência discursando na mesma linha, dizendo que é preciso pressionar para buscar novos leitos para a cidade, que está na faixa vermelha.

Claudinei da Rocha (MDB) destacou o absurdo do não cumprimento do uso de máscara na cidade, o que faz aumentar o número de infectados e a superlotação nas unidades de saúde.

Corrêa Neves Jr (PSD) defendeu restrições mais firmes nesse período de quarentena, citando os números do crescimento de casos de infectados e de mortes em Franca. “Temos um prefeito que não se impõe, deputados que não se impõem. A população cobra da gente, mas não podemos fazer muita coisa. Em três anos Gilson foi a São Paulo todas as semanas, mas nesse período (de quarentena) não pegou o carro pra ir a São Paulo para falar com o governador. Sugeri algumas medidas. Mas se o prefeito não quer adotar, que mostre outras alternativas. Não podemos assistir pessoas morrerem, empresas quebrando."

Cristina Vitorino (REP), mais uma vez, pediu conscientização da população, principalmente dos jovens, que voltam para casa depois de saírem para se divertir ou trabalhar e podem contaminar os parentes.

Della Motta (Podemos) destacou que é momento da presença do governador em Franca. “É um desrespeito para nossa região que compreende 700 mil habitantes. O momento é da presença do governador em Franca, não de um secretário”, disse ele, criticando também a demora na testagem das pessoas e as dificuldades enfrentadas pela Vigilância na fiscalização.

Marco Garcia (Cidadania) disse que o prefeito falhou no combate à pandemia. “O poder público falhou e falhou muito. Mais uma vez ele vai na rede social e diz que conseguiu leitos e não é bem assim. Se Franca sair da faixa vermelha é por causa das cidades da região”.

Pastor Otávio Pinheiro (PTB) disse que a falta de leitos em Franca já virou novela. “Parece que isso já virou uma novela. Estamos vendo outros municípios sendo contemplados e nós nessa situação complicada. Se Franca continuar na faixa vermelha vai seguir de forma limitada a abertura do comércio ou de forma clandestina. Esperamos avanços na avaliação do governo para abrimos nosso comércio e igrejas."