Amantes de livros, manuscritos e documentos terão horas de puro deleite na visita à British Library, em Londres – Inglaterra. Uma das maiores, senão a maior biblioteca do mundo, a instituição guarda, no seu acervo, mais de 150 milhões de itens, e a cada ano incorporam-se à coleção existente, cerca de três milhões de itens novos. É fascinante a parte do acervo de documentos de significado ímpar para quem gosta de literatura e música, por exemplo. À parte a magnífica coleção de mapas e documentos religiosos, principalmente muçulmanos e chineses, lá se encontram originais de romance, além de cartas e bilhetes assinados por Oscar Wilde, Jane Austen, Emily Brontë, Edgar Allan Poe, Churchill, Virginia Woolf. Todos expostos em vitrines iluminadas, bem sob os olhos ávidos de leitores e fãs do mundo inteiro. Páginas de cadernos com rabiscos de magníficas letras de canções criadas por John Lennon, Paul McCarthney. Pude ver, inclusive, originais dos livros de Harry Potter, em cuja vitrine se amontavam dezenas de narizes adolescentes, fãs da coleção. Estudantes ingleses podem ser vistos diariamente em excursões a locais semelhantes, onde compartilham e adquirem conhecimento sobre vultos sagrados da cultura britânica. Nas escolas, à parte constarem da relação de leitura obrigatória livros clássicos escritos por aqueles (e muitos mais outros) gênios da literatura nacional, os estudantes têm aulas de Literacy – alfabetização, quando entram em contato mais próximo com a literatura. Recentemente recebi de sobrinha, que mora lá, a página de caderno, na qual sua filha Julia, de dez anos, fez o exercício de literacy, sugerido pela professora, em classe. Os alunos deviam assistir ao vídeo The Clock Tower, que pode ser visto na internet, ao mesmo tempo anotar o que lhes interessasse do roteiro para criar um poema, cujo final devia ser impactante e original. Resumo da história: a bailarina que mora na torre do relógio da igreja consegue sair de lá e passear pelo vilarejo. Mas ela deve voltar para sua casa, a torre. No momento em que despede, ela lança derradeiro olhar sobre o vilarejo. A tarefa: completar o poema, para mostrar os mais profundos pensamentos e desejos dela, com relação aos moradores do vilarejo. Cuidado, alertam: o estudante/poeta pode mudar a estrutura do poema no final, a fim de conseguir maior impacto. E ela escreveu num inglês simples, que podemos acompanhar:
Hello
Do you know me?
I know you.
Your families, your homes,
Your work, your habits, your idiosyncrasies,
Your freedom.
Hello.
Do you see me?
I see you.
Your golden rooptops, your smiles,
Your vibrant balloons, your blue skies,
Your freedom.
Hello.
Do you hear me?
I hear you.
Your laughs, your breaths
Your hearts, your silence,
Your freedom.
Hello.
Do you fell me?
I feel you.
Your love, your kindness,
And I wish I could finish the same way.
But maybe one day
I’ll feel your freedom.