10 de julho de 2026
MANIFESTO

Universidades federais pedem adiamento do Enem


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As universidades federais de São Paulo e o Instituto Federal do Estado lançaram ontem um manifesto pelo adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano por causa da pandemia do novo coronavírus e suas consequências. As entidades pedem realização de provas no início de 2021.

As inscrições para o Enem começaram no dia 11 e seguem até 22 de maio. De acordo com as datas divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC), haverá duas edições na prova: entre os dias 1.º e 8 de novembro (versão presencial) e entre 22 e 29 do mesmo mês (versão digital).

Em nota, as entidades educacionais afirmam ser "notório que a pandemia tem comprometido de sobremaneira as condições de continuidade e conclusão dos estudos das alunas e alunos do ensino médio, potenciais candidatos ao exame e que sonham com a oportunidade de acesso ao ensino superior".

No manifesto, reitores das Universidades Federais de São Paulo (Unifesp), de São Carlos (UFSCar), do ABC (UFABC) e o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) apelam para que as autoridades responsáveis revisem os prazos e períodos do cronograma do Enem. Entre os pedidos está a prorrogação ou a criação de novos prazos para inscrições e, consequentemente, o adiamento para "datas razoáveis no início de 2021".

De acordo com o texto, novas datas permitiriam aos alunos concluírem seus estudos neste ano e às instituições de ensino superior se reorganizarem "para bem recepcionar seus novos estudantes no ano que vem".

Anteontem, o Ministério Público Federal (MPF) divulgou nota técnica dizendo que a manutenção do Enem viola a Constituição, pois a educação a distância oferecida está cercada "de precariedade, diversidade de situações e, principalmente, desigualdade".

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, tem insistido em manter a data, apesar de pedidos de deputados, educadores e universidades. O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, não descartou a medida, mas disse que ainda é cedo para discutir a questão.