Franca continua com um baixo percentual de isolamento social. Nessa segunda-feira, a cidade registrou um índice de 44%, abaixo dos 48% da média do Estado. Na região, só é maior que o de Ribeirão Preto, que ficou em 40%.
Pelas ruas de Franca, é fácil notar que a movimentação de veículos e pessoas está grande, apesar da quarentena para evitar a disseminação do novo coronavírus. Filas se formam na entrada das agências bancárias e também estão surgindo, em tamanho menor, em frente às lojas que passaram a atender seus clientes nas portas.
Esta realidade foi vista no início da tarde desta terça-feira, 12, no Centro de Franca. Mas, na periferia, os relatos da população é de que em determinados pontos, tudo funciona normalmente, já que a fiscalização não estaria sendo efetiva.
Uma ouvinte do Programa Hora da Verdade, da Rádio Difusora, disse que a fiscalização é atuante na avenida Moacir Vieira Coelho, no Jardim Redentor, onde as lojas funcionariam respeitando as regras da quarentena. Mas reclamou que na sequência da via, após o pontilhão da rodovia Cândido Portinari, na avenida Abrahão Brickmann, no Leporace, tudo estaria funcionando normalmente.
Também durante o programa, houve de relatos de bares abertos, sem respeitar as restrições impostas, em bairros da Zona Sul da cidade. Em um deles, inclusive, havia clientes disputando uma partida de bilhar. Já na Zona Leste, barbearias funcionam sem respeitar as regras do decreto municipal, que autoriza a permanência apenas de um cliente por vez nos estabelecimentos.
Franca tem apenas 10 fiscais sanitários para fiscalizarem toda a cidade.