08 de julho de 2026

Sete Mulheres


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Jacinda  Ardern ganhou as capas dos principais jornais do mundo em  2018, quando  ao participar de um encontro na ONU levou consigo a filha de três meses. Só a passou ao colo do pai  quando chamada a discursar. Primeira -ministra da  Nova Zelândia, ela  voltou aos holofotes recentemente, ao  decretar quarentena  assim que a China anunciou o novo coronavírus.

Ao lado dessa jovem  liderança  feminina encontram-se outras  que vêm dando um show na luta contra a covid-19.  Mãe  de três crianças, líder de movimentos a favor das mulheres e contra o porte de armas, a primeira-ministra  da Islândia, Katrin Jocobsdottir, mandou aplicar testes de forma massiva em toda a população assim que soaram os sinos chineses.

Com esse mesmo perfil  destaca-se Sanna Marin,34, primeira-ministra da Finlândia  e uma liderança aclamada além- fronteiras. Ela  enfrentou  a peste com  firmeza,  exigindo  isolamento social  e combatendo com veemência as fake news,  também  praga universal.

Sua colega de cargo, a dinamarquesa Mette Frederiksen, da mesma forma se sagrou vencedora na   luta em que mais de 168 países estão envolvidos. Foi a primeira a  fechar  fronteiras  e tomar outras medidas enérgicas, como rígida quarentena, no momento em que  outros vacilavam e deixavam  populações  indecisas. 

Da Alemanha vem o exemplo de Ângela Merkel. Com seu jeito objetivo e a racionalidade que caracteriza os germânicos,  dirigiu-se  aos alemães dizendo-lhes que se preparassem para enfrentar “o maior desafio desde a Segunda Guerra”.  Propôs  um esquema  de  prevenção  ao qual  a população aderiu porque acreditou nas suas palavras.

Do outro lado do mundo, em Taiwan, ilha que fica no sudeste da China, a presidente Tsai-Ing-Wen, tão logo foi alertada para os casos  do país vizinho,  editou uma medida com 124(!) pontos, cuja implementação  disciplinada  garantiu  um dos mais baixos  números de mortes  até a semana passada.

A  contribuição da   governante   norueguesa  Erna Solberg  foi parecida à das  citadas até aqui.  Mas vai ficar na história a maneira como ela  participou de um programa de televisão destinado apenas a crianças, no último 20 de março. Meninos e meninas de todo o país  puderam lhe fazer todas as perguntas  que quiseram . Assim,  esclareceram  dúvidas sobre contaminação,  diagnóstico,  sintomas, tratamentos  etc.  Com jeito  de avó,  Erna  disse que  não havia  problema  em  "sentir medo"  já que  tantas coisas estavam acontecendo ao mesmo tempo. A partir das crianças, tranquilizou  os pais e  as famílias para que todos pudessem cumprir  juntos e com calma as orientações  do governo.

Essas mulheres inteligentes, decididas, corajosas  e incríveis defensoras da Vida são governantes dos sete países que, até agora, menos sofreram os impactos da covid-19, segundo pesquisa de  organização internacional que  postou  sobre elas um vídeo na internet.  Sob meu ponto de vista, há uma explicação básica  na coincidência:  mulheres  foram por  séculos  cuidadoras e muitas, como as citadas, trazem dentro de si  especiais  capacidade de zelo e empatia pelo outro.  Quando muitas  Jacindas, Katrins, Sannas, Mettes, Ângelas,  Tsais e Ernas estiverem liderando ao redor do planeta, podem ter certeza: o mundo será melhor. E a Terra, que é feminina, e é nossa mãe, agradecerá.