O sábado que antecede o Dia das Mães – comemorado no segundo domingo de maio e considerada um Natal alternativo por muitos comerciantes – é marcado pela correria de pessoas em busca de presentes. Neste ano, a realidade imposta pela pandemia do coronavírus mudou consideravelmente o cenário.
O movimento neste sábado, 9, no centro da cidade não lembrava nem de longe o costuma ser o Dia das Mães, segunda data mais importante para os comerciantes em relação às vendas, perdendo apenas para o Natal.
Com a proibição da abertura das lojas para atendimento presencial – apenas alguns segmentos podem funcionar -devido aos decretos estadual e municipal de combate ao Covid-19, o movimento foi baixo neste sábado.
Pela manhã pôde-se observar pessoas visitando alguns locais em busca de presentes. Filas chegaram a se formar diante de lojas, especialmente perfumarias, mas ao final da tarde os calçadões já se encontravam quase vazios.
Apesar da proibição de atendimento presencial, algumas lojas arriscaram abrir as portas, mas de forma bem tímida, limitando a entrada das pessoas por vez. Alguns ambulantes também eram vistos em pontos espalhados da cidade, especialmente na Praça Nossa Senhora da Conceição e Barão. Com os shoppings também fechados, a principal opção dos consumidores foi as compras online.
A exceção ficou, mais uma vez, com os supermercados, lotados durante todo o dia. Sem a possibilidade de ir a restaurantes, tradicionalmente lotados no Dia das Mães, a opção deve ser por reuniões familiares.
Mudança de data
Em Franca não foi cogitado a transferência do Dia das Mães para outra data. Em Ribeirão Preto, o prefeito Duarte Nogueira sancionou lei aprovada pela Câmara, transferindo a data para 14 de junho. Já o governador do estado de São Paulo, João Doria, sugeriu que o Dia das Mães deste ano seja comemorado em agosto.