Proprietários e representantes de academias de Franca estão se unindo para solicitar a reabertura e a volta das atividades na cidade. O grupo já conta com mais de 150 proprietários de academias e vem se comunicando através de redes sociais e grupos de WhatsApp.
Nesta quarta-feira, 22, às 14h, o grupo irá se reunir com órgãos públicos para apresentar um plano de trabalho objetivando a volta do atendimento presencial. Representantes da categoria têm encontro marcado com membros do Comitê de Enfrentamento do Coronavírus e com o prefeito Gilson de Souza, na prefeitura. “Estamos com uma reunião marcada com os órgãos públicos para quarta-feira, para apresentarmos um plano de flexibilização de abertura das academias. Vamos mostrar para o poder público que com cuidados e responsabilidade, podemos voltar a atender presencialmente. Estamos usando as ferramentas da mídia convocando todos para irem à prefeitura nos apoiar nesse momento que estaremos mostrando nossas dificuldades”, disse Alvim Lara, representante da Play Academia.
Estima-se que cerca de 30% a 40% da população praticam algum tipo de atividade em academias da cidade, o que causa também um grande impacto na parte financeira, segundo Alvim. “Indiretamente temos também os professores, que em sua grande maioria são profissionais informais que estão sofrendo muito com essa paralisação. A demanda de academias em Franca, incluindo as grandes franquias, entre todos os alunos podem se disser que é um número muito alto de pessoas que estão sendo impactadas direta e indiretamente. Podemos estimar que 30% a 40% da população de Franca está sendo impactada com essa paralisação. O que está nos deixando indignados é a super lotação das academias ao ar livre e a grande quantidade de usuários, que na sua grande maioria são idosos, e nós estamos proibidos de funcionamos com todas as normas da organização de saúde. Estamos pedindo socorro por já não saber como vamos sobreviver com tudo isso”.
Algumas academias criaram um sistema de aulas pelas redes sociais para cumprir, mesmo que parcialmente, os contratos com os clientes. “De início estamos prorrogando os contratos vigentes no intuito de não perdemos os nossos alunos. Estamos orientando os nossos alunos na medida do possível pelas redes sociais, mas precisamos voltar a trabalhar”, finalizou Alvim.