O cientista-músico-poeta Paulo Vanzolim compôs uma canção, Ronda. Na narrativa, a personagem percorre a Avenida São João, procurando seu amado por todos os bares. A busca é inútil.
Nestes dias, é a morte que ronda por avenidas e becos. Entra sem pedir licença, esgueira-se pelos cômodos e se vai. Sua busca obsessiva e insana limita sua visão. E ela não me vê.
Então, estátua atrás da porta, abro os olhos e respiro longamente. Consegui driblá-la.
Ganho mis um dia.