10 de julho de 2026
PRAZO

Retorno das fábricas de sapatos pode ficar para depois da Páscoa


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Reunião com representantes do setor comercial

Uma nova rodada de negociações entre Prefeitura, sindicatos e Ministério Público aconteceu nesta segunda-feira para debater o retorno do funcionamento das indústrias, comércio e setor de serviços em Franca. Decreto municipal que declarou situação de emergência na cidade por causa da pandemia do coronavírus impede a abertura dos estabelecimentos, em partes ou totalmente, até o dia 7 de abril. O retorno poderia ser no dia 8, mas deve ficar para depois da Páscoa.

Na última semana, reuniões aconteceram para discutir a possibilidade de retorno às atividades, no dia 8, logo após o fim do prazo estabelecido no decreto. Mas no encontro desta segunda-feira, no Parque “Fernando Costa”, o Sindicato dos Sapateiros não aceitou o plano de ação apresentado pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), e foi sugerido estender o prazo de suspensão das atividades até o dia 9 de abril, Quinta-Santa. O dia 10, Sexta-feira Santa, é feriado nacional.

O prazo maior seria usado para as fábricas readequarem o plano de ação, adaptarem os parques fabris e chegarem a um consenso com o sindicato dos trabalhadores.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Sebastião Ronaldo, afirmou não ver “garantia de proteção aos trabalhadores na proposta que lhe foi encaminhada”.

O plano do Sindifranca é intensificar os cuidados com a higiene dos trabalhadores e reforçar a higienização de ambientes. Álcool em gel, sabonete líquido e papel toalha deverão ser disponibilizados aos funcionários para limpeza das mãos e antebraços constantemente. Da mesma forma, corredores, refeitórios e banheiros deverão ser desinfetados com produtos à base de cloro.

O sindicato patronal, então, “mostrou-se flexível a novas adequações, conforme as sugestões destacadas pelas autoridades de saúde, como redução da jornada, criação de turnos alternados, além do cuidado no distanciamento das pessoas no ambiente de trabalho”.

O promotor de Justiça Eduardo Tostes defendeu, segundo a Prefeitura, que “precisa haver entre as partes diretamente interessadas (os dois Sindicatos), um alinhamento no sentido de reduzir os danos, pois prejuízos com essa crise está havendo de todos os lados”. Todos devem voltar a se reunir nesta quinta-feira, 2, no “Fernando Costa”.

Lojas
Logo após a reunião com a indústria, representantes do setor comercial debateram com as autoridades municipais o funcionamento das lojas na cidade. A preocupação, mas uma vez, foi garantir a saúde e o emprego da população. Decretos municipal e estadual determinam o fechamento até o dia 7.

A Acif (Associação do Comércio e da Indústria de Franca) já havia apresentado um plano de ação para a reabertura das lojas. No encontro de hoje, também no Parque “Fernando Costa”, sugestões foram apresentadas. Entre elas, estão o controle de acesso e cuidados para manter o distanciamento entre as pessoas nos ambientes.

O documento com as alterações deve ser entregue nesta quarta-feira pela Acif ao Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, para ser analisado pelas autoridades de Saúde.

Enquanto nada é decidido e a data para o retorno segue indefinida, as autoridades e especialistas em Saúde lembram que a melhor forma de combater o coronavírus é o isolamento social. Por isso, reforçam: fiquem em casa.