10 de julho de 2026
RISCOS

Lares de idosos tomam medidas para evitar contágio de Covid-19


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Imagem de arquivo de lar de idosos em Franca

Diante da atual pandemia, os idosos, principal grupo de risco do surto, estão entre os mais vulneráveis. Devido a isso, os asilos de Franca têm tomado medidas drásticas para evitar ao máximo a exposição - e possível contaminação - de seus moradores. Uso de máscaras, aventais e luvas por parte dos funcionários e cancelamento das visitas familiares são as principais alterações.

O Lar Dona Leonor, instituição que atende a 56 idosas, já havia adotado mudanças antes mesmo das suspeitas de Coivid-19 começarem a aparecer na cidade. “Primeiro, começamos reforçando o trabalho de assepsia no lar. Corrimões, bancos, quartos e banheiros são limpos várias vezes ao dia. Depois, dispensamos os funcionários voluntários e proibimos temporariamente as visitas, com o intuito de diminuir a concentração de pessoas no local” conta Fernanda Leite, coordenadora do lar.

Quanto ao cancelamento das visitas, Fernanda relata que as famílias entenderam bem a situação. “Os familiares estão bem conscientes de que o momento é perigoso e demanda cuidado. Então, apoiaram totalmente nossa decisão. Nenhum familiar cogitou retirar alguma senhora da casa, nem nada do tipo. Além disso, para suprir a falta que as visitas fazem às pacientes, estamos realizando videochamadas. Assim, as idosas mais lúcidas conseguem manter contato com seus parentes” explica.

A coordenadora também diz que, devido às compras exageradas e sem consciência de uma parcela da população, o asilo tem encontrado dificuldades para abastecer o estoque de produtos importantes para a prevenção. 

Doações

“Na verdade, como são, em sua maioria, materiais descartáveis e de rápido uso, temos estoque para pouquíssimo tempo. Por isso, pedimos, inclusive, que qualquer pessoa que possa nos ajudar com doações desse tipo de material, entre em contato conosco”.

Além disso, cuidados com a saúde dos funcionários também têm sido levados muito a sério. Larissa Azevedo, enfermeira responsável pelo Residencial Vitativa, casa de repouso em que moram 27 idosos, afirma que todos os trabalhadores estão se cuidando e tomando todas as medidas preventivas. “Caso algum de nós – funcionários - apresente qualquer sintoma da doença, será afastado e ficará em quarentena, dentro de sua própria casa. Sem trabalhar”.

No Lar de Ofélia, até mesmo com as compras o cuidado está sendo redobrado. “Todo o material necessário é atribuído pela internet. Normalmente, as lojas entregam os medicamentos e equipamentos para os funcionários. Após isso, tudo é limpo e depois repassado aos idosos.” conta Silvana de Oliveira, coordenadora da fundação.

Como a situação demanda isolamento e pouquíssimo contato com qualquer meio externo, as clínicas realizam também trabalhos com psicólogos e assistentes sociais, buscando fazer os idosos entenderem que não estão abandonados, mas sim isolados de suas famílias para seu próprio bem.