O médico Homero Rosa Júnior, da Vigilância Epidemiológica, descartou que a morte de Jair Francisco Meleti, 62, tem alguma relação com a vacina contra a gripe, que havia tomado horas antes, ou com o novo coronavírus. O idoso morreu na tarde de terça-feira, 24, no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”.
Em entrevistado ao programa ‘Hora da Verdade’, da rádio Difusora AM, nesta quarta-feira, 25, o médico disse ser impossível algum desenvolver um quadro respiratório e morrer em pouco tempo. “Ninguém tem um quadro respiratório e em meia hora já falece. Tem toda uma evolução desfavorável”, explicou. Segundo ele, no caso de Meleti, “devemos penar em doença cardiovascular aguda”.
Dr. Homero disse que a vítima estava bem de saúde, sem sintomas de gripe nem outro sintoma respiratório. Ele ressalta que a morte não tem relação alguma com a vacina.
“É impossível ter reações de óbito com a vacina contra a gripe, porque ela tem vírus morto e vírus morto não provoca doença alguma nas pessoas. A não ser que haja reações aos componentes da vacina, o que não aconteceu (no caso de Meleti). Além disso ser extremamente raro.”
O médico explicou ainda que a vítima não se encaixa em nenhum critério de suspeita para infecção por coronavírus. “Há o protocolo de quando suspeitar. E quando há a suspeita, de acordo com o protocolo, há a investigação específica. Neste caso, não vai haver investigação do Convid-19, por não obedecer a critério algum.”
Nos registros médicos, segundo Dr. Homero, o caso foi registrado como morte a esclarecer e, agora, o SVO (Serviço de Verificação de Óbito), após exames, deve apontar a causa.