A maior classe trabalhista de Franca também prepara uma paralisação devido às medidas de contenção ao coronavírus. O decreto divulgado pelo prefeito Gilson de Souza (DEM), nesta quinta-feira 19, contempla todos segmentos que aglomeram pessoas, incluindo as indústrias.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados de Franca, são cerca 20 mil trabalhadores no setor, sendo 14 mil registrados e pelo menos 8 mil sem registros, muitos dessas pessoas prestam serviços terceirizados.
O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Sebastião Ronaldo Oliveira, disse que vai se reunir com os representantes patronais (Sindifranca) para buscar uma forma de paralisação que não cause prejuízos para nenhuma das partes. “Nós vamos aderir sim porque estamos preocupados com a saúde da população da cidade. Porém, precisamos discutir tanto com o sindicato patronal quanto com as empresas, qual o formato dessa paralisação. Os trabalhadores já vêm arcando com as dificuldades há muito tempo e não podemos admitir que os trabalhadores vão para casa de qualquer jeito, perdendo salários”, disse o sindicalista, que acrescentou: “O melhor formato seria as empresas compensar os dias. Tem outra forma também que seria antecipar as férias coletivas. São duas situações que vamos estudar”.
O Sindifranca (Sindicato da indústria de Calçados de Franca), que assinou documento a favor da paralisação das indústrias, segundo informou José Conrado Netto, chefe do Comitê de Enfrentamento do Coronavírus, ainda não divulgou os moldes da paralisação.
De acordo como o decreto, o período de paralisação de vários setores da cidade para conter a propagação do vírus será desta sexta-feira, 21, até o próximo dia 27.