08 de julho de 2026
MEDIDAS PREVENTIVAS

Gilson deve decretar fechamento do comércio e proibição de eventos, missas e cultos


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O prefeito Gilson de Souza (DEM) esteve reunido com boa parte do seu secretariado, assessores diretos e a procuradoria geral do município até as 20h30 desta quarta-feira trabalhando nos detalhes do decreto que deve ser publicado na manhã desta quinta-feira e que impõe restrições ao funcionamento do setor comercial, de eventos e de cultos religiosos na cidade por conta da pandemia de coronavírus. “É uma hora difícil, mas temos que fazer o que for necessário para preservar vidas e cuidar do povo. Essa é a luta”, disse o prefeito. O decreto é amplo e institui também, formalmente, o comitê de combate ao coronavírus na cidade, comandado pelo novo chefe de gabinete e secretário de Saúde, Conrado Neto.

Apesar da discussão estar bastante adiantada, ainda restam algumas indefinições com relação ao fechamento do comércio. O certo é que todo tipo de aglomeração estará proibida na cidade por tempo indeterminado. Shows, cinemas, teatro e qualquer outra forma de espetáculo, como o circo, estarão imediatamente proibidos. Cultos religiosos de todos os credos, o que incluir as missas católicas, também estarão vedados, sem exceção.

Há dúvidas com relação à extensão das restrições impostas ao setor comercial. A tendência é que os estabelecimentos sejam obrigados a fechar as portas a partir de sexta, dia 20, até sexta-feira, dia 3 de abril, mas a equipe do prefeito ainda estudava algumas alternativas, como a redução do horário de funcionamento ou o fechamento por um período menor, de uma semana. O temor é que muitos comerciantes, especialmente os pequenos, espalhados pelos bairros da cidade, não resistam a um período prolongado de inatividade. Apesar da preocupação dos assessores, as projeções feitas pela vigilância epidemiológica e apresentadas ao prefeito devem levar à decisão de fechar todo o comércio pelo menos até 3 de abril. “Trabalhamos até tarde e vamos fechar os últimos pontos na manhã desta quinta. Temos que fazer nossa parte para proteger a população”, disse o prefeito.

Alguns estabelecimentos poderão seguir funcionando. É o caso dos supermercados, varejões, farmácias, postos de gasolina, bancos e financeiras, que permanecerão abertos para garantir o abastecimento da população e movimentações financeiras.

Prefeitura parada

Além do setor comercial, a prefeitura deve seguir a Câmara Municipal, que suspendeu as sessões por duas semanas, e interromper o trabalho dos seus quase 5 mil servidores. Apenas as áreas essenciais seguirão em atividade. Todos os demais trabalharão remotamente ou permanecerão em casa.

As áreas de atendimento ao público, com exceção dos serviços de saúde, devem ser interrompidos por pelo menos 15 dias. “Estamos em guerra. Não é só Franca, não é só o Brasil, é o mundo. Mas tenho fé de que com a união de todos, a ajuda de Deus e da população, vamos vencer”, disse Gilson.