Delicadamente com minhas palavras ela tecia minha história. Buscava no passado os motivos do presente para só depois abrir as tessituras do amanhã.
Dentre uma gigantesca teia de repetições e nós o novo aparecia sutilmente no alinhavo da tecelã. Ali, outro ponto, outro ritmo. As cores ainda eram tímidas no tear... Porém, sabíamos que funcionavam cintilantes quando se desbotavam nas palavras engasgadas e malditas. Lá vai a tecelã... e com ela outras possibilidades, teias, telas e emaranhados... Lá vai a vida vivida.