11 de julho de 2026
CRIME

Criminosos usam o nome do GCN para aplicar golpe em psicopedagoga


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Diretor do GCN, o jornalista Corrêa Neves Jr lamentou a ação dos golpistas e cobrou a ação da polícia para identificar seus autores

Criminosos usaram o nome do portal GCN para aplicar golpes através do aplicativo WhatsApp. Uma psicopedagoga de Franca, de 42 anos, foi a vítima escolhida na manhã desta quinta-feira, 20.

O criminoso ligou para a mulher e se identificou como “repórter” do GCN e perguntou se ela gostaria de participar de uma “entrevista”, que seria realizada em outra cidade, com diversos psicopedagogos. Para a “entrevista” acontecer, ela precisava viajar para outra cidade. Segundo o golpista, o GCN mandaria as passagens em seu e-mail.

Além do e-mail, na ligação os golpistas disseram que a psicoterapeuta precisaria informar um código de verificação que chegaria em seu celular para que a passagem fosse confirmada. A mulher passou o código para o criminoso e, na mesma hora, seu aplicativo de WhatsApp foi hackeado.

“O código apareceu na tela e eu passei. Estava atrasada para
o trabalho, nem notei que o número não era de Franca. Na mesma hora comecei a receber ligações de alguns amigos, alegando que alguém estava pedindo dinheiro em meu nome. Foi quando percebi que tinha caído no golpe”, afirmou a psicopedagoga. A mulher foi até o Plantão Policial e registrou o boletim de ocorrência. Nenhum dos amigos da vítima chegou a depositar o dinheiro conforme instruções dos golpistas.

GCN
Diretor do GCN, o jornalista Corrêa Neves Jr lamentou a ação dos golpistas e cobrou a ação da polícia para identificar seus autores. “É uma ação criminosa que precisa ser combatida com todo rigor”, disse.

Corrêa Jr recomendou também que as pessoas atentem para o padrão de atuação dos golpistas, que tem sido muito parecido, usando o nome de diversas empresas ou instituições. “A gente já viu ações semelhantes usando o nome de outras empresas. A forma é sempre muito parecida”, lembra.

Segundo ele, não é difícil identificar o golpe. Repórteres não fazem convites para que entrevistados participem de encontros em outras cidades. Além disso, ainda que fosse emitida passagem para algum entrevistado, o que não faz parte da rotina da atividade jornalística, jamais haveria necessidade de informar código enviado por SMS ou WhatsApp. “Todas as vezes que isso acontecer, a pessoa está diante de um golpe”, reforça.

Corrêa Neves Jr. disse ainda que os advogados da empresa já foram informados para acompanhar os desdobramentos do caso. “É preciso chegar aos autores e sua punição”, disse.