A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) informou na manhã desta quarta-feira, 5, que Jéssica Carloni, 28, foi morta com mais de 30 facadas e que seu ex-marido tentou decapitá-la. A informação foi confirmada pelo delegado Márcio Murari com exclusividade ao programa ‘Hora da Verdade’, da Difusora. Ouça a entrevista no final da reportagem.
Segundo Murari, o laudo pericial será entregue na próxima terça-feira, 11, no mesmo dia que está marcado a reconstituição do crime para o encerramento da primeira fase do inquérito policial. “Falei com o médico legista que realizou o exame necroscópico na vítima e ele me adiantou que ela recebeu mais de 30 golpes de faca nas costas, nos braços, no peito. Ela teve o pescoço quase que totalmente decapitado devido um golpe violento. Ainda segundo o médico legista, o corte chegou próximo à base da coluna, o que impressionou a todos e mostra o tamanho da violência sofrida por essa jovem e a frieza do agressor”, disse Murari.
Ainda segundo o delegado, em imagens colhidas pela Polícia Civil é possível ver toda a ação do assassino e que no momento do ataque, as pessoas começaram a correr. “Ele fica a agredindo por cerca de cinco minutos. Toda a agressão com os golpes de faca. Aparentemente no momento do ataque ninguém se aproxima do autor do crime. O que é possível ver é que quando dá início às agressões, as pessoas que estavam no local fogem. Apenas duas pessoas ficam no local do crime”, revelou Murari.
Márcio ainda contou que após matar sua ex-mulher, Buiu ficou sentando próximo ao corpo da vítima por cerca de cinco minutos até que uma pessoa pediu para ele se retirar. O delegado também acredita que assassino premeditou todo o crime.
O delegado afirmou que um passo importante para a investigação é saber os motivos de Jéssica ter continuado no local do crime mesmo tendo uma medida protetiva contra o agressor. “Se ela tivesse acionado a Polícia Militar, ele teria sido preso em flagrante por descumprimento da medida protetiva, isso está na lei Maria da Penha. Agora estamos apurando um possível áudio de uma amiga relatando que ele estava no local, mas afirmando que o agressor estava tranquilo. Isso talvez fizesse com que ela se sentisse tranquila que ele não faria nada, o que não aconteceu” disse Murari.
A DIG segue ouvindo as testemunhas do crime e pretende encerrar a primeira parte do inquérito até a próxima terça-feira.
O criminoso segue preso na penitenciária de Franca.
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