A sessão extraordinária marcada para o próximo dia 28 deverá ser cancelada. Apesar dos estragos causados pela chuva do último final de semana na Câmara Municipal, o presidente da casa, Pastor Sérgio Palamoni (PSB), trabalha para que nenhuma sessão ocorra fora do prédio.
O plenário do Legislativo francano está interditado devido ao desabamento de uma parte do teto (forro de gesso) em decorrências das fortes chuvas que caíram na cidade no último domingo, dia 12.
O presidente da Câmara disse na sexta-feira, 17, que a administração da Casa de Leis vem trabalhando para recolocar uma nova placa de gesso e consertar as goteiras no telhado. Isso para que o plenário tenha condições para abrigar a primeira sessão ordinária do ano, dia 4 de fevereiro. Ele disse também que a sessão extraordinária solicitada pelo prefeito no final de dezembro, marcada para dia 28 de janeiro, será cancelada. “Realizar uma sessão em outro local iria causar um transtorno grande e gerar despesas. Estamos aguardado o jurídico se posicionar nesta segunda-feira, 20, e devemos comunicar o cancelamento da sessão extraordinária. Os projetos em questão serão votados na primeira sessão ordinária, dia 4 de fevereiro. O parecer é para ter a segurança de que nenhum projeto será prejudicado”, disse Palamoni.
Segundo ele, a primeira intervenção no telhado e no forro do plenário da Câmara será pontual e está longe da reforma que o prédio necessita. “Estamos aguardando o laudo, mas já estamos providenciando os reparos necessários e temos que cumprir os trâmites legais. Já foram solicitados os orçamentos. Tendo em mãos, os serviços serão realizados e acredito que antes da primeira sessão ordinária estará tudo pronto e liberado pela Defesa Civil.”
Palamoni explicou que o objetivo é fazer apenas os reparos apontadas no laudo da Defesa Civil para que os trabalhos no local sejam liberados. “Já a reforma geral que o prédio inteiro necessita, precisa de um projeto bem elaborado e de licitação. Essa obra ficará para outro momento”, acrescentou.
Extraordinária
Comum no período de recesso dos vereadores, a sessão extraordinária, desta vez, virou polêmica. O prefeito Gilson de Souza oficiou o então presidente Donizete da Farmácia (PSDB) pedindo a relização da audiência dia 27 de dezembro.
Na pauta, projetos polêmicos. Entre eles, subsídio para o transporte coletivo, autorização para que a prefeitura faça um empréstimo de R$ 10 milhões junto ao Banco do Brasil e ainda um abono para professores.
No final do ano, Donizete se recusou a marcar uma data, deixando a decisão para seu sucessor. Por sua vez, Palamoni agendou a sessão para as vésperas do retorno regular dos parlamentares, a última semana de janeiro, um mês depois do ofício protocolado pelo prefeito. Agora, com os problemas no plenário, em um momento raro do legislativo francano, o recesso deve terminar sem a realização de nenhuma extraordinária.
A princípio, a sessão extra, agendada para dia 28, e as primeiras sessões ordinárias seriam realizadas na Uni-Facef e na Secretária de Educação. “Estamos fazendo tudo dentro da legalidade e cumprindo todos os prazos para quando for ter a sessão, que ela ocorra dentro da Câmara”, concluiu o parlamentar, sem estimar um valor que seria gasto na mini reforma.
A interdição
O plenário da Câmara Municipal de Franca foi interditado na tarde desta segunda-feira, dia 13, após queda de uma placa do forro de aproximadamente 5 metros. A parte administrativa do prédio também ficou toda alagada.
A decisão de interdição foi tomada pelo engenheiro Marcos Costa, servidor da secretaria de Planejamento Urbano da prefeitura e membro da Defesa Civil da cidade, que realizou vistoria no plenário.
O prédio da Câmara sofre com rachaduras, alagamentos e infiltrações desde sua inauguração há 11 anos. Laudo técnico expedido ano passado solicitou a interdição de duas salas, que já estão fechadas há meses.