Os Luminares espirituais, fonte do conteúdo da obra basilar do Espiritismo, esclarecem (questões 695 e 696) que o casamento representa um avanço na escalada evolutiva da sociedade humana. A abolição dessa marca do progresso da civilização, segundo eles, representaria o retorno à infância da humanidade.
A educação dos filhos é a tarefa natural mais importante que compete aos pais. A propósito da incumbência, tão séria quanto negligenciada, o psicopedagogo Léo Fraiman, no seu livro A Síndrome do Imperador, vem apresentando, sobre o tema, argumentação reconhecidamente convincente e válida.
Fundamentado em casos dignos de referência, o mestre da USP enfatiza a educação e a socialização dos filhos como inafastável obrigação paterna, lamentando, por sua vez, que seja comum pais delegá-las aos funcionários domésticos, à TV, às escolinhas, às escolas, às más companhias... O resultado não poderia ser pior: violência, suicídio, loucura, droga e tudo que municia o mórbido intercâmbio mídia-público, ambos ávidos de notícias ruins.
Nós, pais, jamais poderíamos abandonar a nossa sublime tarefa. Claro que a escola deve complementar a têmpera da forja doméstica no caráter dos alunos. Entretanto, é indispensável que a família seja o local do diálogo, da troca de experiências, do aprendizado moral, do respeito, dos sentimentos de fraternidade e, sobretudo, da vivência do amor, com base nos princípios cristãos. O contrário será a má semente a impor colheita de angustiosos desastres familiares.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca