O prefeito Gilson de Souza (DEM) protocolou na Câmara Municipal nas últimas horas um projeto de lei para ser autorizado a fazer um empréstimo com o Banco do Brasil na ordem de R$ 10 milhões. A intenção de Gilson é investir o dinheiro no recapeamento da cidade. Não é a primeira vez que o prefeito flerta com a questão. Recentemente, Gilson manifestou a intenção de fazer um empréstimo ainda maior, na cada dos R$ 60 milhões para o mesmo fim. Mas com a repercussão negativa da história acabou recuando.
Agora, Gilson parece decidido a fazer a captação do recurso. Tanto que o documento já está disponível no sistema da Câmara Municipal, o SGL.
No documento, Gilson manifesta o desejo do empréstimo e explica. “Os recursos serão direcionados para investimentos em infraestrutura viária e mobilidade urbana, especialmente para as obras de recapeamento asfáltico das principais vias públicas e avenidas locais’, diz.
O prefeito alega que o empréstimo de R$ 10 milhões seria necessário para arrumar o asfalto que tem se deteriorado. “Considere-se a antiguidade e o estado precário do asfaltamento de ruas de Franca, deteriorado pelo longo tempo de uso, sendo necessário o recapeamento asfáltico. Como agravante para a atual deteorização do asfalto, podemos considerar o crescente aumento do número da frota de veículos em circulação (leves e pesados) e o grande volume de tráfego, além da qualidade do asfalto”, diz o documento.
Para tentar convencer os vereadores para aprovar o empréstimo, Gilson diz que as contas do município estão em dia. “A atual situação financeira do Município é favorável, a Prefeitura está com suas contas rigorosamente em dia, as finanças públicas estão controladas, conforme recente avaliação do Tribunal de Contas. O fato demonstra a boa gestão das finanças públicas do Município. A situação permite realizar esta operação de crédito para investimento do Município em infraestrutura viária e mobilidade urbana e em melhoria da qualidade de vida para a população”, diz.
Segundo o projeto os pagamentos serão parcelados em 96 meses (oito anos). Ou seja, os próximos dois prefeitos ficariam com a conta para pagar.
O projeto deve ser apreciado pelos vereadores.