17 de março de 2026

Família


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Os Luminares espirituais, fonte do conteúdo da obra basilar do Espiritismo, esclarecem (questões 695 e 696) que o casamento representa um avanço na escalada evolutiva da sociedade humana. A abolição dessa marca do progresso da civilização, segundo eles, representaria o retorno à infância da humanidade.

Registrado isso há mais de cento e sessenta anos, tem-se casamento como união entre pessoas de sexos diferentes.

Sem que, todavia, descarte a salutar tradição, agora, na Câmara Federal, discute-se projeto de lei que obrigará o Estado a reconhecer todas as formas de união familial.

O pensamento espírita fixa-se na configuração tradicional de consórcio matrimonial, mas respeita a homossexualidade, admitindo uniões e agrupamentos homo e socioafetivos para vida íntima, se movidos pelo verdadeiro amor não consanguíneo. Não olvida, todavia, a necessidade de atentarmos para abusos do passado no uso do livre-arbítrio que, na penumbra das motivações expiatórias, resultam na continuação de desvios sexuais que, na vida atual, devidamente instrumentalizados pelos misericordiosos benefícios da reencarnação, nos requerem sejam corrigidos.

É oportuno lembrar que casamento há de significar a concreção moral da família que, por sua vez, é a célula da sociedade, funcionando como escola particular de fraternidade, amor, educação e formação de caráter, à luz dos princípios cristãos, sem o que impossível seria a estabilidade e segurança na vida social.


Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca