09 de julho de 2026

Dia nacional da consciência negra


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Na próxima quarta-feira os brasileiros serão convidados a pensar, mais uma vez, sobre a importância do negro na sociedade brasileira. É o dia em que Zumbi, líder de seu povo, morreu em Palmares no ano de 1695. Ele tinha 45 anos.

Os primeiros africanos trazidos para o Brasil como escravos chegaram em 1532. Vinham enganados pelos portugueses, que lhes prometiam trabalho remunerado. Eram das tribos Bantos, Hauçás, Fulas, Kanembus e outras. A escravidão durou mais de três séculos, até 1888.

A discriminação pelo trabalho escravo tornou o negro excluído da sociedade, da educação e do mercado de trabalho. Essa exclusão vem diminuindo aos poucos, por conta de muita luta dos negros e também das leis.

A criação de um dia comemorativo da Consciência Negra é uma forma de lembrar a importância de valorizar um povo que contribuiu para o desenvolvimento da cultura brasileira.

Durante o mês de novembro, diversas atividades e projetos são realizados nas escolas de todo o país para comemorar a luta dos afrodescendentes.

Zumbi dos Palmares e a Consciência Negra

Zumbi dos Palmares nasceu num quilombo. Um quilombo era uma povoação formada por escravos fugidos. Zumbi lutou até a morte para defender seu povo contra a escravidão.

Ele conhecia as terríveis histórias que os mais velhos estavam sempre contando. Eles lembravam a morte no porão dos navios, a escuridão das senzalas, o trabalho forçado e os castigos sofridos.

O Quilombo dos Palmares estava situado numa longa faixa de terra paralela à costa de Pernambuco.

Numa das batalhas entre os portugueses e o povo do Quilombo, Zumbi foi traído por uma pessoa de seu grupo. E assim os portugueses o mataram. Como era costume na época, seu corpo ficou exposto em praça pública a fim de servir de exemplo para que ninguém tentasse ir contra os colonizadores.

Apesar de tanta violência e ameaça, o exemplo de luta de Zumbi foi passando de geração em geração e ele escolhido como herói pelo povo negro brasileiro.