Revendo texto de Suzana Herculano-Houzel, bióloga e neurocientista (Caderno Cotidiano, Folha de S.Paulo, 23/04/19), que, depois de considerar importante conquista da Astronomia, qual seja a da imagem de um buraco negro, confirmando a teoria da relatividade defendida por Albert Eistein, deparamos também com ênfase que dera ao fato de cientistas haverem conseguido restaurar certas atividades celulares em cérebros de porcos abatidos havia quatro horas.
Conquanto não tenha sido detectada nenhuma atividade elétrica que implicasse fenômeno de consciência ou percepção e de ter o próprio líder da pesquisa, Dr. Nenad Sestan, da Escola de Medicina de Yale, nos EUA, afirmado que, para os padrões médicos, não se tratava de cérebro que voltou à vida, Houzel exclama: “... a possibilidade de um cérebro estar vivo e morto ao mesmo tempo é um excelente lembrete de que a vida é complexa.”
Disso decorre aventar-se que a experiência pode representar porta para conquistas mais avançadas sobre o cérebro humano.
Se transplante de cérebro não se preconiza, posto que ele é o centro da alma, portanto, da individualidade e da personalidade, ter-se-ia, contudo, a possibilidade de preservarem-se gênios, por exemplo, que passariam a utilizar-se de outros instrumentos. Dir-se-ia: transplantes de corpos.
Tudo que vive tem alma. Mesmo que rudimentar, é o princípio inteligente em processo de evolução no rumo da razão. E, se o cérebro é o centro da alma, porque não admitirmos que o centro pensante de um indivíduo venha a ser transferido para outros corpos, assim como, de há muito, transplantam-se coração, fígado, rim, córnea... São conquistas em que se manifesta a chegada de novos tempos.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca