17 de março de 2026

Medo de quê?


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Dentre os sentimentos, o de medo é dos mais presentes, impondo sofrimento a significativa parcela humana, quer pela insegurança diante da vida, quer pelos embaraços ante as obrigações do cotidiano.

Na tentativa de driblá-lo, voluntariamente ou não, o homem utiliza de meios diversos, como reações das próprias emoções no relacionamento familiar, social, profissional, e de recursos externos, como medicamentos, terapias e, até, o triste apelo para entorpecentes. Um sentimento, contudo, mais o incomoda: o medo da morte. Embora seja ocorrência de franca naturalidade no seio da sociedade, não nos acostumamos com a ideia de nos “apagarmos” de entre os vivos. Para muitos, a reação à realidade da morte é maior do que para outros. É o sentimento de culpa e de que têm, mesmo, contas a prestar, associado à certeza da sobrevivência do seu “eu” indestrutível, a alma. Para outros tantos, é a dúvida: não sabem o que os espera.

E, entre todos, há quem diz: não temo a morte, mas o morrer. Todavia, estudando o assunto, em O Livro dos Espíritos, questões 158 a 165, Allan Kardec interrogou e espíritos superiores esclareceram que morrer não dói, tratando-se, simplesmente, de desligamento do espírito do corpo físico. Acrescentaram que o tempo demandado para alcançarmos a plenitude do espírito varia de acordo com nosso estágio evolutivo, com a maneira como nos conduzimos na vida corporal. São minutos, horas, dias, meses e, até, séculos.

Para nosso consolo, porém, a desencarnação e a chegada ao novo ambiente são sempre assistidos por equipes espirituais especializadas, e, geralmente, somos recebidos por entes queridos que nos antecederam na transferência dimensional.

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca