Os luminares espirituais que chamamos reveladores é que ofereceram os ensinamentos que fundamentariam a Doutrina Espírita sob a codificação de Allan Kardec, que a iniciou com a indagação “O que é Deus?”. A resposta dos Instrutores caracteriza-se por sabedoria que nos compete adotar por suma conclusão: “Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas.”
A propósito, revendo a Folha de S. Paulo de 01/04/19, deparamos, no caderno Ilustrada, com o texto Intimidade com Deus, do escritor e ensaísta Luiz Felipe Pondé que, analisando o conhecimento de Deus, reporta-se a argumentações de filósofos antigos e contemporâneos, bem como à opinião das religiões. Obviamente, sem a intenção de apropriar-se de quaisquer dos pensamentos que aceitam a divindade, refere-se a questões de desapego, existência de Deus, misticismo, intimidade com Deus e, até, “Jesus Deus”!
Se, todavia, analisadas do ponto de vista racional, como o requer a Doutrina Espírita, concluiremos que, para falar-se de intimidade com o Criador, há que se partir de raciocínio que nos considere espíritos em evolução, avançados apenas alguns passos rumo à exigida perfeição, por isso mesmo ainda sujeitos a discussões sobre os atributos da divindade, certos, todavia, de que todas as suas virtudes hão de ser em grau superlativo.
Somos, contudo, capazes de detectar as provas da existência de Deus num axioma que se aplica às nossas ciências: “Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e vossa razão vos responderá”. É o que nos assevera a resposta à questão número quatro de O livro dos Espíritos. Precisamos nos purificar para o reencontro com o Pai.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca