17 de março de 2026

Causa e efeito


| Tempo de leitura: 1 min

O físico e matemático inglês Issac Newton enunciou-o de forma a imprimir-lhe ideia matemática, como soem expressar os homens de ciência: “a cada ação corresponderá uma reação igual e em sentido contrário”, e o pensamento do Espiritismo não poderia ser diferente, posto que se trata de expressão de uma lei natural.

Se a Doutrina dos Espíritos adotou o lema da causalidade e não da casualidade, é que não existe acaso. Tudo se encadeia em causas e consequências, num tempo de realização determinado pela maneira como nós, espíritos - encarnados e desencarnados -, agimos e pensamos, na qualidade de parte inteligente do Universo.

Salta-nos, portanto, ao entendimento que, quanto à prova de que existe uma inteligência suprema, à qual se deve a inteligência do concerto universal, nada foge ao axioma de que se vale a ortodoxia científica, quando fecha uma conclusão: “se um efeito é inteligente, a sua causa é inteligente.”

No campo moral, foi o que nos ensinou o Mestre Jesus, quando afirmou que “a cada um segundo as suas obras.”, ou “todos que lançam mão da espada, à espada perecerá”, ou, ainda, “o bom julgador por si se julga.”

Não nos esqueçamos de que o encadeamento dos acontecimentos provocados pela natureza da nossa carga psíquica sempre se reflete em algum momento na sucessão das nossas reencarnações.

Assim se aplicam as leis de Deus que, sábias, justas, inderrogáveis e misericordiosas, acham-se inscritas em nossa própria consciência, a punir-nos ou premiar-nos.

 

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca