09 de julho de 2026

Greta Thunberg: 'A mudança está chegando'


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Para participar da Ação Climática organizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova Iorque, Greta atravessou o oceano num barco movido a energia solar, porque acha que se viajasse de avião não daria exemplo: aviões consomem grande quantidade de combustíveis poluentes.

No seu discurso na ONU a garota criticou os líderes mundiais pela falta de ação diante das alterações climáticas e os acusou de lhe roubarem os sonhos e a infância.

“Como é que se atrevem? Vocês roubaram-me os sonhos e a infância com as suas palavras vazias”, disse a jovem defensora do ambiente em Nova Iorque no início do encontro da Ação Climática, convocada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.

“Eu não devia estar aqui, eu devia estar na escola, do outro lado do oceano”, afirmou, emocionada, a jovem que lançou o movimento Greve Mundial pelo Clima quando em 2018 decidiu faltar às aulas para protestar junto ao parlamento sueco contra a falta de ação dos políticos em questões ambientais.

No curto discurso que leu na abertura da assembleia, Greta Thunberg disse que faz parte do grupo de pessoas com sorte. Mas que há gente que sofre e que está morrendo. Há ecossistemas inteiros desaparecendo, o planeta está no início de uma extinção em massa, enquanto os líderes mundiais apenas falam de dinheiro e “dos contos de fadas do crescimento econômico eterno”.

A jovem repetiu fatos científicos que confirmam o aquecimento global do planeta e condenou os chefes de Estado e de governo presentes na assembleia, para a qual foi convidada pelo secretário-geral da ONU.

“Vocês nos deixaram cair. Mas os jovens começam a compreender a sua traição”, disse Greta Thunberg, acrescentando: “Se vocês decidiram deixar-nos cair, eu digo: nós nunca iremos perdoar vocês. E não deixaremos que vocês se vão embora assim. O mundo está acordando e a mudança chegando, quer vocês gostem ou não. Obrigado”, concluiu a jovem, muito aplaudida.

Brasileiro premiado

O líder indígena brasileiro Davi Kopenawa também recebeu o prêmio “Nobel Alternativo”. De acordo com comunicado da Fundação sueca, a homenagem ao brasileiro foi prestada pela “corajosa determinação dele em proteger as florestas e a biodiversidade da Amazônia; as terras e a cultura de seus povos indígenas”. Ainda segundo a entidade sueca, o brasileiro “dedicou sua vida a proteger os direitos dos Yanomami, sua cultura e suas terras”