10 de julho de 2026
TRISTEZA

'Enquanto eu dormia você sofria nas mãos de seus algozes', diz mãe de Núbia


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Tânia Ribeiro e a filha Núbia: assassinato da jovem comoveu a região: julgamento dos acusados ainda não tem data

Nesta semana a morte da comerciante Núbia Ribeiro, de 21 anos, completou dois anos. A jovem foi assassinada brutalmente com golpes na cabeça e teve seu corpo parcialmente queimado no dia 24 de setembro de 2017. No dia de sua morte, Tânia Ribeiro, mãe de Núbia, escreveu uma homenagem em um post no seu Facebook. O texto gerou grande comoção. Os acusados de matar a jovem, Lauany Viodres do Prado, Leonardo Gonçalves Cantieri e Ítalo Vinícius Neves ainda aguardam a data para irem a júri popular.

No texto, emocionante, Tânia relembrou o último momento dela com a filha viva. “Passávamos o domingo juntinhas, eu não imaginava que seria o último dia que teria você aqui comigo. O último beijo, ‘tchau mamãe, já vou, fica com Deus!’. Mal sabíamos que iam ceifar tua vida e me matarem em vida também”, escreveu.

Com depressão desde a morte da filha, a mãe falou da dor de não ter mais a jovem. “A chama de vida que me mantinha em pé se apagou. O pilar que me sustentava desmoronou. Não tenho mais sonhos. Não consigo respirar. Viver passou a ser um tormento. A saudade me rasga, dor me dilacera, não existe mais esperança” (leia a íntegra da carta no texto ao lado).

O caso

A comerciante Núbia Ribeiro foi encontrada morta no dia 26 de setembro de 2017 na estrada da Ceval, zona rural de Patrocínio Paulista, a 23 km de Franca. Segundo a Polícia Civil, Núbia foi morta pelo casal Lauany Viodres do Prado e Leonardo Cantieri. Logo após o crime, teve seu corpo parcialmente queimado.

A vítima havia desaparecido dois dias antes, após ser atraída por Leonardo com o pretexto de se encontrarem para comer um lanche. Durante as investigações, agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) capturaram Ítalo Vinícius Neves, que supostamente teria desovado o carro de Núbia. Ele apontou o lugar onde a vítima estava e deu o nome de Leonardo. Ele e Lauany, considerada a mentora do assassinato, fugiram e só se apresentaram à polícia quatro dias após o crime.