Reservo este espaço para relatar como acontece a aventura de uma pesca embarcada no pantanal sul-mato-grossense, e que experimentei pela segunda vez, agora integrando um grupo liderado pelo Alberto Carraro Fernandes e seu filho, Thales Bittar Carraro (Café Terreiro). Havia convidados de Franca, Patrocínio Paulista, Cássia, Ribeirão Preto, São Paulo e até Rio Grande do Sul, mas todos com ligações familiares ou de amizade por aqui, num total de 26 participantes, que seguiram de carro, ônibus ou avião, encontrando-se em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali, seguimos no grande barco (Comodoro), subindo o Rio Paraguai, viajando uma noite toda para depois atracar, e usando 15 canoas as duplas saíam, cada uma com seu piloteiro, buscando um lugar para tentar a sorte na captura dos peixes. Não estava muito fácil como imaginam, mas ninguém saiu sem alguma coisa. Isso se repetia desde as 6 horas da manhã até 6 da tarde, com intervalo para voltar ao grande barco e almoçar. Outras vezes, era só um lanche na canoa quando estava mais distante. Alguns davam mais sorte e outros tinham que enfrentar a linha cortada por piranhas, perdendo o grande peixe, sem qualquer mentira de pescador. Todos com o corpo perfeitamente coberto, apesar do calor, para evitar as picadas de mosquitos. À noite, no barco, vinham os comentários, tomando a cerveja gelada e saboreando a comida preparada por mestres na cozinha, o que fez o pessoal retornar com vários quilinhos a mais, porém com a cabeça mais leve depois de uma semana em meio à natureza, sem celular, fazendo novos amigos que formaram um grupo maravilhoso, sem o menor desentendimento. Era só paz e alegria. Na bagagem, trouxemos a pesca mais importante: a de muitos e novos amigos, além de gostosas recordações.