Desde o mês passado, detentos da Penitenciária de Franca fazem parte de uma parceria com a Diretoria Regional de Ensino que resultará na pintura externa de dez escolas estaduais, sendo nove em Franca e uma em Ribeirão Corrente, até o fim deste ano. Os materiais para as melhorias foram comprados através de verba da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e a mão de obra é feita pelos presos com autorização prévia da Justiça.
“Recebemos a verba para pintar 18 escolas, mas sem a verba para a mão de obra. Assim a parceria com a Penitenciária para que o serviço fosse efetuado pelos detentos foi muito boa. Eles serão responsáveis pela pintura em dez destas escolas”, explicou o dirigente regional de Ensino, Marcos Antônio Pereira do Amaral, sobre o início da parceria. “Minha expectativa é que futuramente possamos ampliar a parceria e estender também, por exemplo, para o serviço de jardinagem nas escolas.”
“A diretora da escola Adelmo Francisco da Silva nos procurou para saber se seria possível os detentos ajudarem na pintura da unidade. Logo depois, a Diretoria de Ensino abraçou a ideia e sugeriu fazermos mais unidades. Com tudo organizado buscamos autorização na Justiça e começamos”, disse o diretor da Penitenciária, Válter Moretto.
A cada três dias de trabalho nas escolas os presos têm a remição de um dia na pena. Inicialmente 12 detentos participavam do projeto e agora cinco seguem realizando a pintura das escolas. Para a escolha entre os detentos, sendo todos voluntários, foram analisados quesitos como bom comportamento e experiência profissional na área (pintor, pedreiro ou ajudantes em obras).
Os presos trabalham normalmente de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, com uma hora de almoço. A locomoção e alimentação dos detentos nas escolas são fornecidas pela própria Penitenciária. Além disso, durante todo o tempo eles são acompanhados por dois agentes de segurança da penitenciária.
A primeira escola que recebeu as melhorias foi a “Adelmo Francisco da Silva”, no Residencial São Domingos. Posteriormente serão feitas as outras nove escolas, sendo uma delas a “Nene Lourenço”, em Ribeirão Corrente, e as escolas, em ordem alfabética e não de execução das pinturas: “Prof. Agostinho Lima de Vilhena”, “Prof. Dr. Assuero Quadri Prestes”, “Profª. Helena Cury de Tacca”, “Prof. Israel Niceus Moreira”, “Profª. Lina Picchioni Rocha”, “Profª. Lydia Rocha Alves”, “Profª. Maria do Carmo Silva Ferreira” e “Profª. Stella da Matta Ambrósio”. Todas terão o lado externo completamente pintados.
“O voluntariado mostra muito sobre este preso e sobre o que ele quer. Estamos falando de pessoas que são muitas vezes discriminados e este trabalho ajudar a dignificar eles o que é muito bom. Além disso, este trabalho voluntário faz diferença para a escola, para os alunos e para a própria sociedade na qual ela está inserida”, finalizou o diretor da Penitenciária.