10 de julho de 2026
'OPERAÇÃO LOKI'

Operação do Gaeco apreende dólares e euros na região


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A Operação Loki realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na madrugada da última segunda-feira, 16, em repartições públicas em Orlândia, apreendeu inúmeros aparelhos celulares, computadores, CPUs, pen-drives, notebooks, e quantias em dinheiro, sendo R$ 110 mil, US$ 4,3 mil e € 1.650.

A operação busca desmantelar um esquema de licitações irregulares somando 36 processos licitatórios fraudulentos naquela cidade.

Um balanço parcial da operação foi divulgado na tarde desta quarta-feira, 18, pelo Gaeco, no Ministério Público de Franca. Cinco promotores estiveram presentes na coletiva: Cláudio Watanabe Escavassini, Paulo Radunz, Rafael Piola, Paulo Carolis e Erton David.

“O Ministério público coletou elementos para poder se chegar a conclusão das investigações de fraudes em vários departamentos públicos da prefeitura. Aprendemos dezenas de procedimentos licitatórios e documentos referentes a execução desses contratos. Todo esse material começa a ser analisado aqui no Gaeco de Franca. A quantia em dinheiro já foi depositada em Juízo”, disse o promotor Rafael Piola.

As licitações que estão sendo investigadas são nas secretarias da Educação, Saúde, Infraestrutura, Assistência e Saúde e Água e Esgoto. No total o valor das fraudes é de aproximadamente R$ 14 milhões, podendo não ser o total do prejuízo.

“As investigações vão continuar até que se apure a participação de cada um. Os investigados são funcionários públicos, secretários municipais, diretores de departamentos, membros da comissão de licitações, engenheiros, advogado e empresários”, acrescentou o promotor, sem incluir o prefeito.

Os responsáveis pelo esquema criminoso responderão por corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro, cartel, falsificação de documentos, além de outras fraudes em licitações.