Conscientemente ou por ignorância, considerável parcela da sociedade humana prescinde do guia seguro em que se constitui a obra “O Livro dos Médiuns”, para a verificação da qualidade e autenticidade das mensagens espirituais que nos chegam do espaço. Muitos, ainda, se deixam enganar ante comunicações que apresentam, em si mesmas, evidentes inconsistências.
A obra citada trata do assunto, orientando-nos, com segurança, como aferir verdadeira ou falsa uma mensagem, quer psicofônica, quer psicográfica. Começa por informar-nos que nada significa a assinatura aposta numa comunicação, ainda que médium vidente tenha visto que o espírito comunicante é mesmo quem diz ser, posto que, se enganar for sua intenção, ele pode fazê-lo a partir da falsa aparência com que se apresenta.
Lembremos Jesus: “Uma árvore má não dá bons frutos. Logo, se for bom o conteúdo de uma mensagem, boa é sua autoria espiritual.
Um espírito elevado não se utiliza de linguagem vulgar, não usa termos chulos, não se vale de ideias absurdas, não faz apologia a pessoas, e não revela o passado ou futuro, se não para acudir prementes necessidades evolutivas.
São tantos os falsos profetas a se mostrarem distantes dos princípios cristãos, lembrando-nos de que nem todos os espíritos são detentores da verdade, daí, sofrermos, moral e intelectualmente, os danos emocionais, por exemplo, dos impactantes anúncios catastróficos, como, por exemplo, o de fim do mundo, oriundos de espíritos brincalhões, zombeteiros, aproveitadores da credulidade, para semearem confusão e se rirem, quando lhes damos crédito.
Não olvidemos o enunciado de João, o Evangelista: “Não creais em todos os espíritos. Verificai, primeiro, se são de Deus.”
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca