09 de julho de 2026
DEMISSÕES

Grupo Amazonas pagará acertos de demitidos em até 24 parcelas


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No dia 9 de agosto o Grupo Amazonas realizou a demissão de 363 funcionários. Apenas em Franca foram 222 demitidos. Enquanto o setor de transporte foi fechado, a empresa terceirizou os setores de placas e solas. De acordo com Saulo Pucci o grupo agora foca

O Grupo Amazonas fechou com os sindicatos que representam os funcionários demitidos recentemente pela empresa um plano de parcelamento para a quitação das verbas rescisórias. Segundo um dos diretores acionistas do grupo Saulo Pucci Bueno a proposta é pagar os valores em até 24 parcelas. “A nossa prioridade neste momento é concluir estes pagamentos e eles variam de acordo com o valor, podendo ser em menos vezes ou mais, seguindo como critério os valores a serem pagos”, disse.

No dia 9 de agosto o Grupo Amazonas realizou a demissão de 363 funcionários. Apenas em Franca foram 222 demitidos. Enquanto o setor de transporte foi fechado, a empresa terceirizou os setores de placas e solas. De acordo com Saulo Pucci o grupo agora focará apenas na produção de adesivos e compostos de borrachas. Já os serviços de solas e placas foram totalmente terceirizados.

Com a reestruturação, que começou há cerca de dois anos e teria como principal potencializador a crise econômica pela qual o Brasil passa, o Grupo Amazonas segue com 305 funcionários em Franca e 133 em outras unidades, totalizando 438 funcionários. Agora a empresa segue com a unidade em Franca, em Jequié (BA) e com o setor de distribuição/logística em Campo Bom (RS). As unidades restantes foram fechadas.

“As demissões aconteceram em todos os patamares, incluindo o CEO. A partir de agora teremos uma pessoa responsável pela parte industrial, outra pela comercial e uma terceira na financeira/administrativa. Nossa luta é para que a empresa volte a ser lucrativa e focamos no adesivo e nos compostos de borrachas”, explicou Pucci.

“Estivemos em contato com os fornecedores e a receptividade tem sido muito boa e a nossa expectativa é positiva quanto aos próximos passos. O nosso país não enfrenta um bom momento, o consumo caiu drasticamente e vivemos um momento político e financeiro difícil. Agora a prioridade é manter os pagamentos e pagar as parcelas dos demitidos. Lógico que o ideal era ter condições de pagar tudo de uma vez, mas essa foi a única opção viável que encontramos”, completou Saulo Pucci.