07 de julho de 2026

Foco


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Quando examinamos com afinco a trajetória de vida de toda pessoa que alcançou sucesso pessoal e profissional, vamos encontrar a presença de um elemento que, sem dúvida, é comum a todas elas. Refiro-me ao foco nos objetivos traçados.

É evidente que não se pode desprezar a sorte. Há sim pessoas que estavam no lugar e tempo certos para fazerem a diferença. Também não se pode desconhecer os dons que alguns carregam desde o berço. Costumo dizer que os nossos dons são liberalidades do Criador para a nossa vida, visando cumprir com eficiência, os nossos objetivos e propósitos.

No entanto algumas pessoas, embora bafejados pela sorte, e outras com dons refinados, acabam não alcançando os seus propósitos de vida, perecendo nos seus objetivos, sobretudo porque em algum momento da caminhada descuidaram do foco, perderam tempo, energia e recursos com ações que não os levaram a lugar algum.

Não há dúvida de que o que desejamos só será concretamente alcançado por meio de muito trabalho, atitude, fé, esforço, dedicação, criatividade, ética e bom ânimo. Sim, pois o ânimo nos torna positivos, otimistas e crentes de que podemos fazer a diferença, mesmo que outros, as vezes até parentes próximos, não acreditem e até cheguem a torcer contra a realização dos nossos sonhos.

O otimismo nos permite encarar os problemas e as adversidades, não como dragões invencíveis, mas sim como meras etapas do processo evolutivo, a serem ultrapassadas, motivo pelo qual devemos entender que para se vencer uma guerra, é possível e até provável perder algumas batalhas.

Na Bíblia há um personagem que bem ilustra a necessidade de não se perder o foco. Refiro-me a José de Potifar. Ele foi roubado, vendido como escravo por seus irmãos, passou por todas as adversidades possíveis, chegou a ser preso injustamente, mas se manteve firme nos seus propósitos de vida, tornando-se Governador do Egito, a potência daquele tempo.

Não obstante toda essa trajetória de vida e de sofrimento, José quando já investido no poder, acabou perdoando os seus irmãos, numa clara demonstração de que a vingança não nos leva a lugar algum, além de ser conduta própria dos fracos.