A par da recomendação de Jesus no enunciado “amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”, também com vistas à nossa recondução ao reino de Deus, vem a Sua amorosa exortação para libertarmo-nos das fraquezas que nos emperram o progresso moral, conhecendo a Verdade, que consiste na realidade das leis que nos regem a vida, divinas, eternas e imutáveis.
Resulta-nos, daí, o entendimento que os conselhos do celeste Amigo têm o condão de suprimir-nos, sobretudo, as dificuldades de aceitação das diversidades, no seio da sociedade, incluídas as religiosas e filosóficas, e garantir-nos feliz convivência, na condição de irmãos, filhos do mesmo Pai que, misericordioso, nos dotou da faculdade da livre escolha.
Unânime a certeza de que a ninguém é dado arrogar-se dono da Verdade, na nossa pequenez ante a Grandeza Divina e no estágio intelecto-moral a que chegamos, carregados de culpas em tão tumultuado processo evolutivo, “aquele que julgar-se sem pecado que atire a primeira pedra”.
É, então, que, quando se trata de convicção, guardam as leis dos homens o direito de discordarmos, respeitando.
Ainda, agora, segundo a mídia impressa (Caderno “Ilustrada”, da Folha, de 16/07/19), lideranças de algumas religiões que se sentiram ofendidas por conteúdos de programas de TV, tiveram êxito em ação judicial que lhes garantiu, além de indenização pecuniária, o direito de ter retratação pelas mesmas vias televisivas. Sabemos que são questões próprias da atual vivência humana, mas, no trato das coisas religiosas, isto é, da busca da religação com o Pai, sigamos Jesus e estaremos no caminho reto para o júbilo imortal.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca